Monstru, Belzebitch, Burnt To Death, Avesso, Blód e Necrobode formam o demolidor cartaz do VII Doomed Fest. Apresentamos cada uma das bandas que sobe a palco no dia 7 de Fevereiro de 2026, na sede da Fora de Rebanho, em Viseu.
No dia 7 de Fevereiro de 2025, Viseu torna a receber o culto do Doomed Fest. O cartaz da 7.ª edição do Doomed Fest reúne, como tradicionalmente, bandas nacionais e projectos dos nuestros hermanos. Todavia, seria mais correcto referir que esta edição alarga o espectro latino, chegando a França. Na sede da Fora de Rebanho – na cave do Centro Comercial Académico, na Avenida Emídio Navarro, em Viseu – sobem a palco os Monstru, Belzebitch, Burnt To Death, Avesso, Blód e Necrobode.
Os bilhetes valem 13 paus (subindo para os 15 no dia do evento) e podem ser adquiridos directamente, por mensagem privada, na página oficial do Doomed Fest no Facebook, na Unkind ou, fisicamente, na loja Bunker Store, no Porto. A lotação da sala é limitada a 120 pessoas. As edições anteriores do Doomed Fest têm, consecutivamente, apresentado lotação esgotada ou muito próximo disso, de modo que aconselhamos a aquisição vespertina do bilhete.
A ROMA INVERSA orgulha-se de ser media partner do festival beirão. Nesse sentido, se precisam de ser convencidos, como vai sendo tradicional também, vamos olhar cada uma das bandas neste imponente cartaz.
Nascidos em Paris, em 2018, os Blód (estilizado como Blóð) são o resultado da simbiose criativa — e pessoal — entre Ulrich W. (figura de relevo da cena francesa, conhecido pelo seu trabalho em Otargos e como ex-membro dos seminais Regarde Les Hommes Tomber) e Anna W. (vocalista dos Lynn). O nome, que significa “sangue” em islandês antigo, serve de presságio para uma sonoridade que é, simultaneamente, visceral e cerimonial.
O som dos Blód é uma tapeçaria densa de blackened doom e sludge, onde o desespero e a fúria se entrelaçam. A grande marca distintiva da banda reside no contraste vocal de Anna W.: uma alternância magnética entre vozes etéreas e “encantadoras” e gritos lancinantes, que parecem emergir de um abismo de dor. Esta dualidade confere às composições uma atmosfera de ritual órfico, algures entre a beleza melancólica e a dessacralização pura.
Com uma discografia que já conta com três álbuns marcantes, o título homónimo de 2020, Serpent (2021) e o mais recente e aclamado trabalho Mara (2024), os Blód consolidaram-se como uma das propostas mais fascinantes da vanguarda francesa. Ao vivo, o duo é expandido para formação completa e entrega uma experiência opressiva e hipnótica, onde o peso e o cinismo do sludge encontram a crueza do black metal numa fusão sónica emocionalmente complexa e arrebatadora.

