Gibson ES-330

Gibson ES-330 de Regresso!

No que muitos poderão considerar ser “O Regresso” da guitarra eléctrica em 2024, a Gibson ES-330 está de volta com o seu icónico corpo hollow equipado com P-90, agora disponível em quatro acabamentos de classe e elegância.

A Gibson descontinuou a ES-330 em 1972, reeditando-a nos anos 2000. Se estão a pensar que a gama nunca foi descontinuada depois disso, talvez seja porque há uma semelhança estética com a ES-335, apenas com algumas diferenças ligeiras (mas importantes) na aparência e construção. A ES-330 tem botões de afinação brancos em vez dos botões tipo tulipa que se encontram na ES-335. O seu arremate trapezoidal também a distingue. Na Gibson ES-330, o braço junta-se ao corpo no 16.º traste; o braço da ES-335 junta-se no 19.º. A ES-330 não tem qualquer incrustação na cabeça, apenas o logótipo Gibson e, claro, os pickups, estando a ES-335 equipada com humbuckers.

Ao longo dos anos a ES-330 tornou-se num modelo esquecido, assumindo o estatuto de clássico de culto, talvez porque o seu lugar na cultura pop tenha sido contestado pela muito semelhante Epiphone Casino, que foi baseada na ES-330, e estreada em 1961, mesmo a tempo de ser popularizada pelos Beatles. Quem é que queria uma Gibson ES-330 quando John Lennon, George Harrison e Paul McCartney tocavam Epiphone?

Bom, uns quantos. A ES-330 foi tocada por nomes como Johnny Marr, Keith Richards, John Lee Hooker e dezenas de outros. E tem uma voz diferente das suas primas da linha ES “Electric Spanish” da Gibson. Com os seus dois pickups P-90, a construção ressonante e totalmente hollow e a tailpiece, é uma verdadeira máquina de som, quente, mas articulada, e também versátil. Ao contrário da ES-335 e similares, a Gibson ES-330 não tem bloco central, o que a torna suscetível a feedback em cenários de alto volume e alto ganho.

Mas se estiverem a trabalhar nesse tipo de ambiente, por vezes esse tipo de volatilidade acrescenta o perigo necessário ao som. Além disso, a ES-330 tem muito a recomendar. A Gibson ES-330 é uma óptima guitarra de blues, funciona muito bem em country e pop e, como os Beatles provaram, é ideal para rock. Nas mãos de Grant Green era uma excelente guitarra de jazz. Sem bloco central, é um instrumento consideravelmente mais leve do que as suas congéneres semi-hollow.

Construído em três camadas de maple/poplar/maple, o corpo tem a silhueta familiar dos modelos ES. O braço em mogno tem um perfil “C” arredondado e é colado ao corpo. A escala em rosewood tem um raio de 12” e pequenas incrustações em acrílico a contar os trastes. Na cabeça temos um conjunto de afinadores Vintage Deluxe com botões brancos como os originais. A ponte é do tipo ABR-1 Tune-O-Matic com o trapézio. Sob o chassis há potenciómetros de 500K e condensadores Orange Drop.

A Gibson ES-330 está disponível nos acabamentos nitrocelulares Sixties Cherry, Natural e Tobacco Sunburst, com o modelo Ebony disponível exclusivamente através da Gibson direct, online e pessoalmente nas suas lojas de Nashville e Londres. O preço da Gibson ES-330 é $3.499 (dólares), acompanhada de estojo rígido. Para mais informações, consultem a Gibson.

Leave a Reply