Uma notícia dolorosa, inesperada. Morreu Daniel César, teclista fundador dos Gwydion.
Custa acreditar e custa escrever. Na manhã de 8 de Maio de 2025, o Daniel César sofreu ataque cardíaco fulminante em sua casa. O 112 foi chamado e chegou prontamente ao local, mas não foi a tempo de o reanimar. O músico tinha 44 anos e deixa mulher e dois filhos. Um com 11 anos e outro com 7.
O Daniel César foi uma peça fundamental na sonoridade dos Gwydion, sendo o responsável pelas atmosferas criadas pelos teclados que tanto caracterizavam a banda, além de ser um dos seus fundadores. A sua contribuição foi essencial para a fusão dos elementos metal com as melodias folk e medievais, ajudando a definir a identidade única dos Gwydion no panorama musical português e além-fronteiras. A sua partida deixa certamente um vazio na banda e na comunidade musical. É um momento para recordar o seu talento e a sua dedicação à música dos Gwydion.
Os Gwydion são uma banda portuguesa de folk metal com influências de música celta, escandinava e medieval. Formaram-se em 1995 e, ao longo da sua carreira, construíram um nicho de fãs dedicados graças à sua sonoridade distintiva, que combina elementos pesados do metal com melodias tradicionais e letras que frequentemente exploram temas históricos e mitológicos.
A banda gravou o núcleo da sua discografia em torno da primeira década deste milénio, nomeadamente os LPs “Ŷnys Mön” (2008), “Horn Triskelion” (2010), “Veteran” (2013) e “Thirteen” (2018). Entre as demos e várioas singles, o último álbum chegou em 2020, intitulado “Gwydion”. Os Gwydion deixaram um texto de homenagem ao Daniel César nas suas redes sociais.
A ROMA INVERSA expressa profundo pesar aos familiares, amigos e companheiros de banda. A fotografia do Daniel César é da Filipa Nunes/World Of Metal.
A primeira vez que toquei com os Gwydion, ainda estava numa banda de metal gótico, os Te Devm. Se a memória não me falha no festival de talentos emergentes que se realizava em Lisboa, o Toc’Abrir. Éramos todos uns putos. Talvez o Daniel fosse o mais sossegado daqueles tipos. Malta porreira. Nunca tivemos qualquer relação para lá dessas casuais partilhas (poucas) de palco, mas como tantos de nós, o Daniel César estava ainda a meio na casa dos 40 e deixa a sua família muito, muito cedo. Descanse em paz, no seu tão desejado Valhöll.
