O Maior Órgão de Tubos de Portugal

O  poderoso instrumento da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, com mais de 60 anos,  conta com 90 registos e cerca de 6,5 mil tubos.

Instalado no coro alto, o órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário é um instrumento com uma grande presença física no espaço e na memória de muitos peregrinos. Construído em 1951, pela empresa italiana Fratelli Ruffatti, é o maior instrumento do género em Portugal, com 90 registos e cerca de 6,5 mil tubos. Os trabalhos de restauro de que foi alvo terminaram em Março de 2016.

A reestruturação foi levada a cabo pela empresa italiana Mascioni Organi, que conservou uma parte considerável da tubagem original, mas acrescentou alguns registos com o intuito de conferir ao instrumento uma sonoridade homogénea e moderna, consentânea com as necessidades sentidas. A nova concepção fónica do instrumento foi idealizada tendo em vista a filosofia de um órgão sinfónico, caracterizando-se pelos detalhes de cada registo em separado, mas também, pela poderosa massa sonora, tornando-o apto para interpretação de todo o repertório.

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A consola de cinco teclados e pedaleira foi restaurada e modernizada. O tubo maior, de madeira, tem cerca de 12 metros de altura e 50 centímetros de largura e os tubos de metal, da fachada, têm cerca de oito metros de altura. A parte frontal deste instrumento foi redesenhada pela arquitecta Joana Delgado, autora do projeto de reformulação do presbitério da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, e conta com uma intervenção artística do escultor português Bruno Marques, autor do crucifixo, bem como das obras de arte que materializam os lugares litúrgicos do presbitério da Basílica.

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Para a restante caixa foi proposto um revestimento em madeira cuidadosamente desenhado em total articulação com os organeiros da Mascioni Organi. Os eco-órgãos, instalados nas galerias, foram também objeto de um trabalho conjunto na definição estética da solução.

O Santuário de Fátima inaugurou o órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário com a estreia mundial da peça Hû yeshûphekâ rô’sh, da autoria do compositor português João Pedro Oliveira, num concerto interpretado por Olivier Latry, organista titular da Catedral de Notre-Dame de Paris, no dia 20 de Março de 2016.

Tratou-se do primeiro de um ciclo de seis concertos para órgão que se realizam até Outubro, no âmbito das comemorações que assinalaram o Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima, com um repertório criado em diversas épocas, regiões geográficas, estilos e atitudes composicionais variadas. Música alemã, música francesa, música sacra, música contemporânea e hinos marianos aludem a um período de tempo centenário e permitem uma perspetiva abrangente das capacidades expressivas do novo órgão.

2 pensamentos sobre “O Maior Órgão de Tubos de Portugal

  1. Dois são os considerados maiores órgãos de tubos em Portugal, sendo o mais pequeno destes dois, “O maior da Península Ibérica”! Isto segundo se encontra assim dado a conhecer sobre o Órgão da Lapa, no Porto!
    O maior, construído em Portugal, não porque fosse justificada tal grandiosidade, foi o da Basílica de Fátima, em 1951, que devido a algumas circunstâncias, não teve a durabilidade e o sucesso esperado, a não ser um grande dispêndio económica, injustificado com a sua aquisição.
    Cerca de meio século depois, este órgão devido à insatisfação da qualidade e funcionalidade pretendida na sua original construção, acabou por ser substituído, e não restaurado, mas sim Reconstruído.
    Estando este órgão instalado num espaço relativamente limitado quanto ao número de auditores ou ouvintes que se justifique, e daí tirar proveito do volume ou qualidade sonora deste enorme instrumento, como realização de Concertos em número compensador, não será de evitar o que se poderá supor, quanto a novamente ter havido “consciência” em mais uma incompreensível elevada verba despendida, havendo muito mais onde ter sido aplicada.
    É este o meu parecer, desde que nos primeiros anos tomei conhecimento, de quando o original órgão de tubos foi dado a conhecer, e tendo ocasião de nele ter trabalhado.

    Manuel da Costa, Sydney 23 de Abril 2023

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