Nos dias 26 e 27 de Julho, no RCA CLUB em Lisboa, acontece a primeira edição do festival RCA Summer Party, que conta com bandas de peso de diversas personalidades sonoras (nacionais e internacionais), terminando com um after party especial.
No press release do RCA Summer Party, que tem a sua edição inaugural em 2024, lê-se: «Serão 14 as propostas musicais, para dois dias que se querem de festa! Não faltarão as bifanas, os hambúrgueres, os cachorros, o vinho e, claro, a cerveja! Happy hour especial, onde podes comprar na bilheteira, um cartão com 4 cervejas + 1 copo por 6€, durante a primeira hora desde a abertura de portas».
Podes adquirir a tua entrada em rcaclub.com, com uma cerveja de oferta (ou outra bebida ligeira). Entrada somente para 26 Julho 2024, pré-venda: 13€ (1 beb lig incl) e no dia 15€. Entrada para os dois dias 26 e 27 Julho, pré-venda: 30€ (1 beb lig incl) e no dia 35€.
O primeiro dia do RCA Summer Party inicia já pelas 21h00 e são menos bandas em cartaz. No dia 27 de Julho, as hostilidades no RCA arrancam às 17h00 e, após um intervalo para jantar, seguem noite dentro. Depois do cartaz completo, deixamos os nossos destaques deste RCA Summer Party.


Oriundos de Santa Maria da Feira, os Revolution Within são um grande exemplo de resiliência e longevidade do underground português. Formados em 2005, estes veteranos permanecem fiés ao thrash metal moderno desde sempre, uma devoção exposta nos LPs “Collision” (2009), “Straight From Within” (2012) e” Annihilation” (2016) e a consagração da sua capacidade musical em “Chaos” (2020).
Depois de, nos dez anos que passaram entre 2001 e 2011, se terem afirmado como um dos mais interessantes híbridos de death/grind saídos do underground nacional, estes lunáticos Namek – que foram buscar o nome à série de anime Dragonball Z – desapareceram de cena e, durante seis anos, não se punha sequer a hipótese de os voltarmos a ver em concerto.
O impensável acabou mesmo por acontecer, no entanto, em Junho de 2017, com o quinteto a regressar aos palcos para celebrar o 11.º aniversário do icónico “Vaginator” e revisitar «o lascivo mundo cibernético da degradação porno robótica». Já em 2023 surgiu um novo capítulo. “Sophistication Is Obsolete” é mais um tratado de como misturar crust, brutal death metal, grindcore e goregrind, com perfeição alquímica.
Apesar de uma trajectória meio irregular, tendo-se separado já por duas ocasiões, os Cancer são, ainda assim, um dos nomes grandes do death metal europeu, e parte importantíssima da sua história. Famosamente, foram a primeira banda de death metal a assinar por uma major label, para o seu álbum de 1995, “Black Faith”, mas foi com clássicos como “To The Gory End” ou “Death Shall Rise” que estabeleceram a sua reputação impecável.
Após se terem reunido em 2013, ofereceram-nos o fortíssimo “Shadow Gripped” em 2018 e têm andado por todo o lado a provar que ainda são parte do pelotão da frente. Este ano já se apresentaram no nosso país, no chão sagrado de Barroselas, onde se apresentaram em grande com uma formação renovada, baseada principalmente em Espanha, mas sempre com o inimitável John Walker a liderar as tropas. A vinda ao RCA e a Lisboa é extremamente oportuna.
Guitarrista e dínamo dos portuenses Pitch Black desde a sua fundação, Álvaro Fernandes recorda: «Entramos para estúdio no ano de 2003 para gravar “Thrash Killing Machine” e após uma busca incessante por uma editora, vê finalmente a luz do dia em 2005. De tudo o que fizemos em 25 anos de banda, se tivesse que referir um momento crucial na carreira de Pitch Black, inevitavelmente escolheria 18 de Março de 2005, dia em que é oficialmente editado o nosso primeiro álbum de estúdio. O motivo é simples: elevou o nome da banda a outro patamar, o que era, sem dúvida, uma das nossas principais metas». É sempre bom vê-los em Lisboa, mas está na hora de se enfiarem em estúdio!
