Amps

Best Of 2025: Amps

Numa mistura de mini amps, amps de potência atenuada, circuitos de modelação digital (uma tendência cada vez mais forte) e alguns cabeços bem old school, eis o melhor da amplificação para guitarra eléctrica em 2025.

2025 provou ser um ano de celebração e inovação no mundo dos amplificadores. Observamos uma tendência clara: os fabricantes estão a refinar o que já era excecional, oferecendo aos músicos ferramentas mais especializadas e poderosas do que nunca. Por um lado, boutiques como Friedman e Suhr prestaram homenagem aos lendários circuitos modificados dos anos 80. Por outro, o Solid State de culto (como o Peavey) regressou em força, e a tecnologia híbrida continuou a empurrar os limites da portabilidade e do poder. A lista de amps de 2025 celebra a diversidade e a especialização.

Vemos o domínio do high-gain com a profundidade do Friedman Arredondo e a portabilidade refinada do EVH 5150 Iconic 15W, ao mesmo tempo que um modelo como o Vox AC30 satisfaz os puristas do timbre valvulado clássico. A inclusão do Peavey Decade Two com a assinatura de Josh Homme sublinha uma revalorização do timbre de transístores, provando que o amplificador de 2025 é uma ferramenta de desempenho altamente especializada, independentemente da tecnologia. Por falar em assinaturas, há dois amps que não incluimos propriamente na lista, mas que merecem uma menção prolongada: o Jimmy Page Sundragon Nymph; e o Laney TI100, na versão Black Country Customs.

O Jimmy Page Sundragon Nymph (abre link para o artigo) é um amp de 1 watt com uma configuração 1/4-watt e line out. Inspirado num Supro modificado do amplificador original Jimmy Page Sundragon, é capaz de trovejar num convento ou num festival no quinto dos infernos. Na antecâmara do último concerto de sempre dos Black Sabbath, a Laney Amplification revelou uma réplica da sua custom shop – Black Country Customs – de edição super limitada do Laney TI100 (abre link), o cabeço de assinatura de Tony Iommi, para assinalar a ocasião. Feitas estas ressalvas, eis lista definitiva dos 10 melhores amps lançados em 2025…

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Homenagem completa da Friedman a José Arredondo, o lendário técnico de Los Angeles. Este amplificador encapsula, entre outros, o timbre da Marshall JCM800 modificada (o famoso “Jose Mod”) que moldou o high-gain dos anos 80. O modelo de 100 watts é o mais fiel à potência e ao headroom dos stacks originais.

Projectado para funcionar com válvulas EL34 ou KT88 (o que o torna incrivelmente versátil), o Jose 100W permite que o músico escolha a compressão e o voicing na secção de potência. O amplificador é um hot-rod de dois canais, com o canal Clean a oferecer um headroom massivo e o canal Drive a ser o centro das atenções. Este canal reproduz a compressão orgânica e o sustain harmónico do Jose Mod, mas com a estabilidade e o Master Volume eficazes pelos quais a Friedman é conhecida.

Inclui switches de Gain Structure (como Saturation e Bright) que permitem ao utilizador ajustar o som a partir de timbres de high-gain mais clássicos até aos mais modernos, tudo com o poder, clareza e autoridade de 100 watts. É um amplificador de palco e estúdio de classe mundial.

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Suhr SL15

A Suhr renovou a SL Series em 2024, com os modelos de amps de 100 e 50 watts, SL68 MkII e SL67 MkII, respectivamente. Não satisfeita com o estrondo sónico desses amps, em 2025 apresentou o mais compacto cabeço de 15 watts, o Suhr SL15. O Suhr SL15 transporta as mesmas características dos modelos maiores. A saber: são amps hand-wired para a derradeira recriação, sem cedências, dos sons clássicos britânicos. Desde os limpos brilhantes aos estridentes sons de overdrive de high gain ao estilo Variac, a série SL MkII responde dinamicamente a todas as nuances da personalidade do guitarrista e do seu instrumento com apenas uma volta do controlo de volume da guitarra.

Os SL são amps single channel de 4x entradas com a adição de 3x comutadores e o novo circuito de volume Master transparente. CHANNEL I INPUT TOP: Alta sensibilidade e com um som mais brilhante do que o Channel II. CHANNEL I INPUT BOTTOM: Baixa sensibilidade e oferece um som ligeiramente mais quente. CHANNEL II INPUT TOP: Sensibilidade elevada e oferece uma resposta tonal normal/mais grave. CHANNEL II INPUT BOTTOM: Baixa sensibilidade e uma resposta tonal normal/mais grave.

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O Triple Crown Mk II é a actualização mais significativa da Mesa/Boogie para 2025, solidificando o seu estatuto como um dos mais versáteis amps de três canais do mercado. Mantendo a sua arquitectura de 50 watts, o Mk II refina o seu voicing e a sua flexibilidade de power, a grande vantagem deste amplificador é o seu sistema Multi-Watt e a capacidade de trocar válvulas de potência sem necessidade de bias manual (utiliza bias fixo).

O utilizador pode escolher entre 50W e 25W de potência. O Mk II oferece três canais: Clean (com headroom massivo), Crunch (optimizado para rock clássico e hard rock britânico) e Lead (um dos high-gain mais densos e saturados). A versão de 2025 apresenta melhorias no circuito de Reverb de Mola integrado e um EQ Gráfico de 5 bandas accionável por footswitch que pode ser atribuído a qualquer canal, oferecendo uma capacidade de modelagem tonal incomparável em tempo real.

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Compacto (em todos os sentidos), com uma potência máxima de 20 watts, comutável para cinco watts e uma configuração de um watt para tocar na sala de estar, o ENGL E658 Steve Morse 20 (abre link para o artigo) está repleto de funcionalidades. Não só tem um reverb integrado, como também tem um delay digital. E um noise gate. É claro que existe um carregador de IR e, na parte de trás destes amps, há um alternador rotativo de oito vias para escolher a sua emulação de coluna.

No modo “speaker-off” há muitas opções para enviar o som destes amps directamente para a mesa de mistura ou DAW. Existe conectividade MIDI, USB, uma saída XLR balanceada com ground lift, um loop de efeitos com tube-buffer para uma fácil integração na pedalboard e uma saída de auscultadores com controlo de nível para treino silencioso e monitorização durante a gravação.

A ENGL diz que o canal Clean do E658 Steve Morse 20 tem uma voz quente, e no canal Lead evoca-se toda o lodo necessário para sons de rock clássico. Com o loop de efeitos e o noise gate integrado, a sujidade auxiliar de um pedal de overdrive, fuzz ou distorção externos é bem-vinda. Sem esquecer a funcionalidade de aumento de gain integrada no circuito dos amps também.

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«Não é o tamanho que conta, é como o usas», a Peavey e Josh Homme apresentaram o Peavey Decade Too em 2025, versão que actualiza o clássico mini amp da marca norte-americana, tão querido do frontman de Queens Of The Stone Age. Estes amps estão acompanhados de coluna de extensão e também de uma versão em pedal. Baseia-se nas entradas Normal e Saturation do Peavey Decade, no equalizador de 3 bandas e nos botões de gain Pre/Post – mas Josh Homme solicitou algumas melhorias adequadas aos músicos actuais.

Estas incluem a elevação do equalizador de 3 bandas com interruptores de reforço de graves e agudos (Bass Boost e Treble Boost), a adição de controlo por pedal para alternar entre os canais Normal e Saturation, bem como um loop de efeitos. Há ainda uma saída directa simulada de coluna XLR equilibrada por transformador, completa com um controlo de nível e um interruptor ground lift, que permite a gravação silenciosa, independentemente do volume dos amps.

E para se aperfeiçoar o som quintessencial dos anos 80, o Peavey Decade Too está também equipado com um novo driver Celestion interno de 8” e 8 Ohm, com uma sonoridade «semelhante ao melhor» dos altifalantes Rola utilizados entre 1980 e 1983, garantindo um grande impacto. 

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O EVH 5150 Iconic Series 15W lançado em 2025 é um combo 1×10 que surpreende pela sua engenharia, desafiando as convenções ao utilizar uma única válvula de potência EL34, emparelhada com duas ECC83 no pré-amplificador. Esta configuração única permite que os amps entreguem o timbre brown sound de alta saturação pelo qual os 5150 são famosos, mas com o voicing e a compressão médios do EL34, algo mais característico do British High-Gain.

O facto de utilizar apenas uma válvula de potência garante que o ponto ideal de saturação (o sweet spot) seja atingido em volumes muito mais baixos, tornando-o ideal para estúdio. Possui dois canais (Clean/Overdrive e Lead) e um atenuador de potência para operação a 0.25W, mantendo o som denso e rico em harmónicos mesmo em níveis de volume reduzidos. Este modelo é o equilíbrio perfeito entre a portabilidade combo e o high-gain de grande formato.

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O Orange O Tone 40 é o amplificador ideal para qualquer configuração de pedais, um equipamento essencial para pequenos palcos ou no universo dos practice amps, perfeito para guitarristas que apreciam tons quentes e vintage. O circuito de tremolo JFET de polarização oscilante, de extremidade única, oferece uma boa profundidade e amplitude, proporcionando desde variações amplas até um carácter sonoro staccato, com padrões de whirling helicopter.

O Orange O Tone 40 incorpora um módulo de reverb digital que adiciona uma sensação calorosa de espaços aos sons, desde um brilho subtil até trilhos etéreos. O loop de efeitos buffered e de baixa impedância permite ligar qualquer quantidade de efeitos e cabos entre as secções de entrada e saída do amplificador, sem comprometer o timbre, tornando-o uma excelente plataforma para pedais.

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Vox AC30 Hand-Wired Limited Edition 2025. Traduzido para miúdos: em 2025, a Vox lançou uma reedição Hand-Wired e de edição limitada do lendário AC30. Será o melhor Vox de sempre? Estes amps são construídos ponto a ponto, utilizando transformadores e componentes selecionados para replicar fielmente o circuito dos anos 60.

O Limited Edition 2025 utiliza as válvulas de potência EL84 e está equipado com altifalantes Celestion Blue Alnico emparelhados. A principal actualização é a inclusão de um Power Scaling comutável, permitindo ao músico empurrar as válvulas para o breakup icónico do AC30 em volumes mais baixos, sem sacrificar a sonoridade. O painel traseiro oferece inputs para as secções Normal e Top Boost e o circuito é 100% analógico e valvulado, oferecendo a máxima sensibilidade dinâmica e aquele chimey e crunch britânico, com a sonoridade de colecionador.

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Em 2025, a Laney expandiu a série Lionheart Foundry de amps solid state com o cabeço Supertop de 120 watts. Um amplificador com um nome e estética old-school, mas com uma série de recursos modernos. O Supertop tem muitas das mesmas características dos combos de 60 watts lançados no ano passado. O recurso de boost acionável por pedal, ajustável através do seu botão vermelho, foi um bom toque – principalmente porque, efectivamente, torna-os em amps de três canais, com um canal para os seus sons limpos, outro para overdrive e, ao activar o boost, um canal de lead.

Há um tremolo com som vintage, um Spiral Chorus e Modulation inspirados no circuito do Black Country Customs Spiral Array da Laney. O reverb tem o algoritmo retirado do pedal Secret Path Spring Reverb. Além de um EQ de 3 bandas para ambos os canais, há um controlo de Tone global pós-EQ e um switch Bright/Dark que pode ser útil ao alternar entre guitarras equipadas com humbucker e single-coils. Há um escalonamento para passar da potência total a menos de um watt.

A tecnologia LAIR está implementada nestes amps e, quanto aos seus IRs integrados, há um switch deslizante na parte traseira dos amps para escolher entre o Laney GS112 1×12 e o GS412 4×12. Há uma saída XRL e uma mini-jack para auscultadores. Também há um loop de efeitos, uma entrada auxiliar e outra entrada para um pedal para ligar e desligar o reverb.

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O Positive Grid Spark original conquistou o mundo dos amplificadores e tornou-se o amplificador de treino preferido de meio mundo. Com a chegada do Spark 2, já em 2025, a Positive Grid G elevou o nível, adicionando o tão solicitado looper, melhorando o som e oferecendo ferramentas de prática aprimoradas com tecnologia de IA. O som é simplesmente impressionante, com tons massivos que contradizem o seu tamanho. Os altifalantes agora estão ligeiramente inclinados para fora, o que ajuda a adicionar um pouco mais de amplitude aos tons, especialmente ao usar efeitos stereo como reverberação e delay.

A Positive Grid finalmente adicionou um looper, permitindo criar sons repetidos usando o smartphone ou o footswitch Spark Control X, vendido separadamente. É surpreendentemente útil com o telemóvel no modo groove looper, permitindo fazer loops consistentes com base nos ritmos, em vez de ter de pressionar um botão para iniciar um novo loop. Há também um gerador de tons de IA acessível através da aplicação Spark, o que dá a oportunidade de criar sons com base em prompts de texto, muito parecido com o que podem criar em imagens com o Midjourney. Como em tudo que envolve IA, tudo depende do texto que se insere, mas consegue obter-se alguns sons assustadoramente precisos com base em apenas algumas frases bem escolhidas.

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