O Gouveia Art Rock, um dos mais relevantes festivais mundiais dedicados ao rock progressivo, está de regresso nos dias 1 a 4 de Maio de 2025. Quatro dias de música, convívio e amizade no Gouveia Art Rock 2025, com um cartaz absolutamente estelar.
O Gouveia Art Rock teve a sua edição inaugural em 2004. Nesse ano, os suecos Isildurs Bane, o britânico Richard Sinclair Trio, os italianos La Torre Dell’Alchimista e Periferia Del Mondo e os portugueses Forgotten Suns, passaram no Teatro-Cine de Gouveia nos dias 24 e 25 de Abril. É nessa sala (construída nos anos 40 e restaurada nos anos 90) que, desde há duas décadas, se realizam a maior parte das actividades do festival – apenas interrompidas em 2020, pelos motivos sobejamente reconhecidos.
Avançando rapidamente mais de duas décadas, entre os dias 1 e 4 de Maio, o Gouveia Art Rock 2025 faz o festival regressar a essa sala capaz de acolher cerca de 350 pessoas e à milenar cidade na encosta nordeste do Parque Natural da Serra da Estrela. Eis os nomes confirmados no cartaz do Gouveia Art Rock 2025 que, para lá de ser politicamente correcto fazer tal afirmação, geram expectativas bastante elevadas, uma vez mais.
Aproveitamos as sinopses oficiais que a comunicação oficial do evento faz de cada uma das bandas para apresentar o cartaz do festival. É evidente uma grande novidade no Gouveia Art Rock 2025: o acréscimo de mais um dia de concertos.
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Os Big Big Train vão estrear-se em Portugal no festival Gouveia Art Rock 2025, encabeçando o cartaz do quarto dia. Nos últimos três anos, após o recrutamento do vocalista italiano Alberto Bravin, os Big Big Train deram quase 50 concertos no Reino Unido, Alemanha, Holanda, Bélgica, Suécia, Noruega, Dinamarca, Suíça, Itália e EUA. Em março, eles encabeçaram o prestigiado “Cruise To The Edge”, o que repetirão em Abril de 2025. A banda continuará a promover os seus aclamados álbuns recentes de estúdio e ao vivo, “The Likes Of Us” e “A Flare On The Lens”, lançados na conceituada editora InsideOut/Sony, bem como a tocar algum material clássico.
Ao lado de Bravin e do membro fundador Gregory Spawton, a banda multinacional apresenta uma lista de músicos notáveis, nomeadamente o baterista Nick D’Virgilio, o guitarrista/teclista Rikard Sjöblom, a violinista Clare Lindley e o teclista Oskar Holldorff, cuja experiência combinada inclui tocar com bandas como Genesis, Steve Hackett, PFM, Tears For Fears, Mr Big, Spock’s Beard, Beardfish, Stackridge e Dim Gray, entre outras. Para este concerto, serão acompanhados pelo trompetista Paul Mitchell, que fez uma digressão com a banda no Outono de 2024.
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MAD FELLAZ é uma banda eclética italiana, formada por Paolo Busatto, seu guitarrista e principal compositor, em 2011. Inspirando-se inicialmente nos grandes artistas do rock progressivo clássico, a banda tem conseguido renovar-se com extrema versatilidade e criatividade, tanto na música instrumental como na vocal, variando entre estilos que vão do progressivo ao jazz, à fusão, ao funk e ao afro-beat.
Os músicos são Paolo Busatto (guitarra), Ruggero Burigo (guitarra), Alessandra Perozz (canto),Enrico Brunelli (teclados), Rudy Zilio (teclados, saxofone, flauta e clarinete), Marco Busatto (bateria e percussão) e Carlo Passuello (baixo). Não será muito especulativo dizer que é provável ouvir música nova no Gouveia Art Rock 2025, afinal, no momento em que escrevemos, o álbum mais recente é “Road to Planet Circus”, de 2022.
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Para a ROMA INVERSA, este é um dos concertos mais esperados no Gouveia Art Rock 2025. Formada em Munique em 2011, na Alemanha, a Monika Roscher Bigband é um conjunto irreverente e numeroso que mistura math-jazz, avant-pop, progressivo e paisagens sonoras experimentais. Liderada pela guitarrista e compositora Monika Roscher, a banda quebra as fronteiras do género tradicional das “big band”.
Com arranjos fulgurantes de metais, ostinatos de guitarra poderosos e electrónica divertida, o grupo cria uma experiência sonora única que transforma cada apresentação ao vivo numa aventura imprevisível de alegria virtuosa, grandeza sinfónica e êxtase febril.
O seu mais recente álbum, “Witchy Activities And The Maple Death” (Zenna Records), recebeu o German Record Critics’ Award e foi nomeado para o German Jazz Award 2024 como melhor álbum, enquanto a peça “8 Prinzessinnen” ganhou o German Jazz Award para a composição do ano. Sofisticação e arrojo serão adjectivos facilmente evidenciados no Gouveia Art Rock 2025.
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O Pete Roth Trio conta com o Pete na guitarra, Mike Pratt no baixo e o incomparável Bill Bruford (esse mesmo, dos King Crimson, Yes, Genesis, etc.) na bateria. A banda cria jazz para uma nova geração de entusiastas da música, procurando ir além das convenções tradicionais do género.
As composições originais de Roth, como “Dancing with Grace”, as obras colaborativas do Trio como “Trio in Five” e “Looking Forward to Looking Back”, ou a reinterpretação de obras-primas como “Largo da Sinfonia nº 9”, de Dvorak, oferecem apenas algumas portas de entrada no mundo criativo do Pete Roth Trio – um mundo que provavelmente remodelará a perspectiva do ouvinte sobre o que um trio musical pode alcançar. Uma banda imperdível no Gouveia Art Rock 2025.

Peter Baxrainer (guitarras, voz), Dominik Wallner (teclados, voz), Alfons Wohlmuth (baixo, voz) e Jakob Sigl (bateria) formam os Blank Manuskript. A banda austríaca ganhou sucesso internacional e uma reputação singular produzindo um rock intransigentemente bizarro. A sua música caracteriza-se pelos seus sofisticados arranjos sinfónicos, bem como por longas improvisações psicadélicas, a que junta letras místicas, obtendo um efeito único sobre os ouvintes.
No álbum “Himmelfahrt” (2022), os Blank Manuskript entrelaçam a obra-prima “Death” da banda sueca de Prog-Rock dos anos 70, os Dice, com o seu próprio trabalho conceptual sobre a Divina Commedia de Dante. O resultado é uma viagem sónica alucinante através do submundo, desde o abismo infernal até às esferas celestiais do céu. Com a qualidade habitual, o conjunto austríaco ArtRock celebra a amplitude épica e convida os ouvintes a encontrar o reino para além do formato radiofónico superficial e de curta duração.
Ainda assim, deixamos aqui o registo “A Live Document”, também gravado em 2022, por ser capaz de mostrar mais fielmente o que poderão esperar no Gouveia Art Rock 2025.
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O contrabaixista português Miguel Cardoso criou um espectáculo único, em que junta as artes de cinema, música e teatro, onde os actores entram no ecrã, misturando a realidade com a imagem gravada com todos os sons ouvidos feitos ao vivo pelos músicos-actores. No seguimento do sucesso estreado em 2010, Fil’MUS2 leva mais além o conceito de fusão da imagem gravada, em muitos momentos realizada especificamente para o espectáculo.
Com todos os sons executados ao vivo e ainda com mais interacção teatral com as imagens e inovações que o tornarão inesquecível. A mistura do filme com a realidade permitirá criar uma visão narrativa no Gouveia Art Rock 2025 que só quem assistir poderá levar consigo. Os músicos são, além de Miguel Cardoso, Rodrigo Neves (saxofones), Nuno Silva (acordeão), André Cardoso (guitarra acústica) e Rui Lúcio (percussão).
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Para aqueles que referem a estagnação da música instrumentada tradicionalmente, caso dessem por si perdidos no festival, uma das bandas mais interessantes da actualidade vai passar no Gouveia Art Rock 2025. Os Zopp constituem uma formação britânica cuja música abrange jazz-rock, ambient, folk, rock psicadélico e inclui grandes doses de progressivo, particularmente do subgénero Canterbury.
Criam composições pesadas de órgão, gloriosamente intrincadas e intensas, que lembram Soft Machine, Frank Zappa e Egg. Os Zopp estão a dar uma nova vida ao progressivo, com dois álbuns de estúdio premiados e aclamados pela crítica internacional. Sid Smith, crítico musical da Prog Magazine e biógrafo dos King Crimson, qualificou o mais recente disco dos Zopp, “Dominion”, como o seu álbum favorito de 2023. Discaço que será destacado no Gouveia Art Rock 2025.
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Rolf van Meurs frequentou o conservatório de Tilburg, nos Países Baixos, onde iniciou os seus estudos de guitarra com Tom Burmanje. Mais tarde, Meurs recebeu lições de Enno Voorhorst. Em 2012 licenciou-se, com a maior distinção. Nesse mesmo ano, iniciou o seu mestrado no Lemmensinstitute, em Lovaina, Bélgica. Foi orientado por Raphaella Smits e obteve com louvores o seu mestrado em música.
Rolf lançou um trabalho em 2015, como corolário da sua pesquisa sobre a vida de Luigi Legnani [Itália, 1790-877]. Neste álbum surgem algumas obras desconhecidas de Legnani, interpretadas numa guitarra romântica Stauffer de 8 cordas. Além de dar concertos e trabalhar em investigação, Rolf também faz muitos arranjos de música para guitarra, sobretudo de compositores clássicos, e de outros, dos Pink Floyd aos Slipknot. Qual deles prefeririam ouvir no Gouveia Art Rock 2025?
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No trabalho de Rita Maria • Filipe Raposo, a improvisação funciona como elemento chave na ligação de géneros musicais aparentemente distantes. «As influências musicais que nos moldaram artisticamente – a música erudita, o jazz e o cancioneiro tradicional – acabam por coabitar num território próprio», referem. Com a série de álbuns “The Art of Song”, procuram explorar o elo comum entre essas três grandes matrizes referenciais para o seu trabalho artístico enquanto duo.
Através da interpretação de árias barrocas e composições originais, o público do festival Gouveia Art Rock 2025 poderá perceber as semelhanças formais que os géneros Barroco e Jazz possuem: formas cíclicas, baixo cifrado – cifras nas quais as estruturas harmónicas em ambos os géneros estão fundamentados –, melodias com ADN poderosíssimo que Rita Maria e Filipe Raposo possuem gravadas na sua memória afectiva.
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Andreas Prestmo (guitarra, voz), Lars Fredrik Frøislie (teclados, voz), Martin Kneppen (bateria, flauta), Kristian Hultgren (baixo) e Marius Halleland (guitarra) são os Wobbler. Formado em Hønefoss, Noruega, em 1999, e imbuído de um ardente desejo de criar, ou talvez recriar, algumas das expressões musicais do início dos anos 70, o projecto Wobbler foi crescendo ao longo do tempo até se tornar uma das principais bandas de progressivo sinfónico, com inúmeros seguidores entre os entusiastas do género na Europa, na América do Norte e na Ásia.
A banda lançou cinco álbuns aclamados por admiradores e críticos e tocou ao vivo extensivamente nos últimos 10 anos, tornando-se um “tour de force” progressivo em palco. São muito bem-vindos ao Gouveia Art Rock 2025, com concerto marcado no dia 2 de Maio.
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Foi no Outono de 2016 que os músicos de MOTYK se reuniram pela primeira vez. O projecto foi inicialmente concebido para constituir uma nova geração da lendária banda holandesa Flairck, tendo sido, em 2019, nomeada como a melhor banda ao vivo nos Flanders Folk Awards. Em 2020, lançaram o álbum “Back Alive!”, alvo de imensos louvores.
A caminho do Gouveia Art Rock 2025, a música de Joris Vanvinckenroye (contrabaixo), Pablo Ortiz (guitarra), Anouk Sanczuk e Zhazira Ukeyeva (violinos) e Simon Leleux (percussão) tem mantido a sua natureza acústica e instrumental, ultrapassando sempre, todavia, os limites de géneros e estilos específicos.
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Courtney Swain nasceu no Japão e começou a estudar piano clássico aos 4 anos. Aprendeu canto, composição clássica e produção musical no reputadíssimo Berklee College of Music nos Estados Unidos. Talvez mais conhecida como co-fundadora, vocalista principal e teclista da conhecida banda de art rock norte-americana Bent Knee, Swain lançou já lançou oito álbuns a solo.
A sua música é marcada fortemente pela sua voz impressionante, pondo em destaque as brilhantes capacidades de composição de Swain e as suas letras muito pessoais e poderosas. O seu álbum mais recente, “Thing.”, foi feito em colaboração com Kyle Harris, todavia Courtney Swain virá sozinha ao Gouveia Art Rock 2025.
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Após ter ocorrido no TREMOR 2024, estreia-se no continente, no Gouveia Art Rock 2025, este encontro improvável entre Junko Ueda, uma figura eminente na narrativa épica medieval japonesa, cuja voz profunda e calorosa convoca energias telúricas, e a loucura orgânica de monstro francês PoiL, tendo em vista a alegre execução de um rock cósmico e audacioso, dinamitando as fronteiras deste e do som global. Os dois mundos de PoiL Ueda entrelaçam-se e combinam-se em perfeita osmose, numa experiência única.
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Produto da nova cena musical francesa, Oiapok revela-se como o elo perdido entre o jazz do futuro, o rock progressivo, o exótico e a música de Frank Zappa. Oiapok é o resultado da paixão artística entre Pierre Wawrzyniak (composições), Guillaume Gravelin (arranjos) e Mélanie Gerber. A sua música, original, eclética, poética, refinada e poderosa, nasceu da inspiração de viagens, obras literárias e gritos sociais. Oiapok lançou o seu primeiro álbum, “OisoLün”, em 2023: um manifesto humanista, ecológico e comprometido para ouvir no Gouveia Art Rock 2025.
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Siril Malmedal Hauge e Kjetil Kjetil A Mulelid tornaram-se conhecidos no panorama musical norueguês há poucos anos. Com digressões consideráveis, uma nomeação para o Grammy norueguês e o lançamento, em diversas formações, de vários álbuns elogiados pela imprensa mundial, eles destacaram-se como uma voz segura para o século XXI, na vida musical norueguesa.
Desde que estudaram no lendário departamento de jazz em Trondheim, Hauge e Mulelid têm trabalhado regularmente juntos. Actuando como um duo, tocam uma mistura de músicas originais e novas “covers” de canções bem conhecidas. A música é caracterizada pela voz clara e expressiva de Hauge e pelo piano peculiar de Mulelid. É música numa paisagem cativante, com uma boa dose de resistência e surpresas que levam o ouvinte para o seu universo musical, assim se espera no Gouveia Art Rock 2025.
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Realeza musical no Gouveia Art Rock 2025. A influência musical de Richard Thompson não se pode considerar exagerada. Tendo cofundado os Fairport Convention ainda jovem, ele e os seus companheiros de banda criaram a estirpe distintiva do folk rock britânico. No início da década de 1970, deixou o grupo e, com a sua então esposa Linda, constituiu uma parceria musical durante uma dezena de anos, a que se seguiram mais trinta de carreira a solo de grande sucesso.
O seu estilo, com grande mestria da guitarra acústica e eléctrica, com energia envolvente e sagacidade em palco, continuam a render-lhe novos entusiastas e um lugar na história do folk rock, como um dos seus virtuosos e mais distintos autores. Não deverá ser mostrada no Gouveia Art Rock 2025, mas para os mais desatentos perceberem a dimensão da música de Thompson, aqui fica a deslumbrante banda-sonora que criou para o pungente documentário do realizador Werner Herzog sobre a vida e a morte do ambientalista e amante dos ursos Timothy Treadwell.
Os bilhetes para o Gouveia Art Rock 2025 estão à venda desde o dia 5 de fevereiro. Numa primeira fase, apenas estão disponibilizados bilhetes de “Pacote Amigo” (140€) e de “4 Dias” (135€), os quais darão acesso a 16 espectáculos a ocorrer no Teatro Cine de Gouveia. A aquisição pode ser feita através da bilheteira electrónica desse Teatro (abre link).
Mais informação sobre bilhetes e o seu preço, calendário e programa, disponível no portal do Gouveia Art Rock 2025 (http://www.gaudela.net/gar). Vão acompanhando as nossas actualizações e a página oficial do Gouveia Art Rock no Facebook. A foto de Monika Roscher, que estará no Gouveia Art Rock 2025 com a sua Big Band, que abre o artigo é de Michael Geißler.

