Stratocasters

Heavy Metal Stratocasters

A Stratocaster é um ícone do rock ‘n’ roll e do blues, mas desde humbuckers potentes e pontes Floyd Rose até escalas mais planas e madeiras específicas, a Fender tem criado Strats que forçam as barreiras da sua reconhecida versatilidade e estão vocacionadas para o heavy metal. Eis três exemplos.

Para contextualizar, 2019 foi um grande ano para a Fender. Foi nesse ano que a Fender apresentou ao mundo a sua vanguardista gama American Ultra, com um conjunto de guitarras e baixos carregados de características contemporâneas. Luxuosa, com estilo e vanguardista, esta gama estabeleceu um novo padrão de precisão, performance e sensibilidade com os pickups Ultra Noiseless e os mais rápidos braços da Fender. O maior destaque, todavia, foi a introdução de novos contornos nos formatos de corpo, um momento axiomático na história da própria marca, décadas após a introdução das icónicas Telecaster e Stratocaster.

Podem obter informação mais detalhada desse lançamento no artigo que a ROMA INVERSA publicou sobre a referida gama que foi a grande novidade da marca na NAMM’2020. Contudo, a exposição de Anaheim ainda teve lugar para uma reedição bem intensa, quando a Fender revelou que iria recuperar guitarras do seu passado, incluindo a Lead, que seriam acrescentadas à gama Player Series. Também estava de regresso a Heavy Metal Strat, com o visual e specs singulares do design original dos modelos criados entre ’88-’92.

O modelo Lead foi criado pela Fender em 1979. A guitarra introduzia um novo design solid-body, ponte hardtail e novas opções de circuito. A recentte Player Lead Series é uma homenagem a essa guitarra. Vão ser duas as novas guitarras, a Player Lead II (tributo aos modelos do final da década de 70) e a Player Lead II (tributo ao modelo singular de 1982). Cada uma das novas guitarras irá obedecer às especificações originais da época que evoca, além da inclusão de algumas especificações contemporâneas presentes da Player Series.

Um modelo de culto da Fender, a Heavy Metal Stratocaster foi ressuscitada numa edição limitada. Esta versão foi construída na mesma fábrica (Fujigen, Japão) em que foi construído esse modelo clássico no final dos anos 80, que tão querido se tornou de tantos shredders e metalheads. A Heavy Metal Strat rasgou com o design clássico da Fender. Tinha um corpo basswood, braço delgado, 24 trastes enormes, locking tremolo e o primeiro neck joint escavado da marca, para acesso facilitado aos trastes mais agudos, obviamente. O logo STRAT surgia estilizado de modo espampanante, como a sua década.

A reedição da HM Stratocaster imita a maioria dos specs, com corpo em basswood, um braço finíssimo em perfil “C” com uma singular escala 25.1” e raio de 17”, disponível em maple ou rosewood, e percorrida por 24 trastes Jumbo. Floyd Rose Double-Locking Tremolo e configuração HSS nos PUs high gain. A HM Strat foi feita disponível em quatro dos acabamentos Day-Glo da época, os vistosos Frozen Yellow, Flash Pink (na foto de entrada do artigo), Ice Blue e Bright White.

O sucesso destas guitarras terá motivado uma estratégia semelhante no ano seguinte, com a Fender a recuperar a gama Boxer, através da HH Stratocaster. Esta versão é mais um modelo tipo super strat, com electrónica bastante particular e um rapidíssimo braço em perfil “C”. O corpo peso-pluma é construído em basswood, com um acabamento em poliéster brilhante. Emparelhado está o braço em maple com 22 trastes jumbo e uma escala em rosewood, com um raio de 12”.

Tal como nos modelos dos anos 80, a Boxer Series Strat possui dois humbuckers, especificamente preparados para hard rock e heavy metal. Estão ligados a um comutador com circuito coil-splitting e a um potenciómetro TBX Treble Bass Expander, que substitui o tradicional controlo de tone e ajuda a definir o som com ênfase nos graves, agudos e presença. No hardware destaca-se a ponte tremolo com dois pontos de sincronização, os afinadores Gotoh e os botões de controlo com tiras de borracha, como o modelo original.

Podem descobrir mais detalhes na Fender.

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