Canção

A Maior Canção de Todos os Tempos

Todos já a ouviram e todos já a cantaram. A canção de maior sucesso do mundo, de uma das maiores bandas norte-americanas. «Strangers waitin’ up and down the boulevard».

Gostem ou não de AOR, já a ouviram literalmente em todo o lado desde os anos 80: no rádio de todos os carros que tiveste (ou os teus pais), em todos os grandes eventos desportivos a que assististe nos últimos 20 anos, em tudo o que é bar rafeiro de karaoke, cantada por Tom Cruise, Alec Baldwin e Mary J. Blige no filme “Rock Of Ages” e interpretada pelo elenco da série de televisão “Glee”, no “Family Guy”. Enfim, em todo o lado. E, a maioria também já a cantou aos berros, com os copos, no duche ou, uma vez mais, num fumarento bar de karaoke, até ficar sem voz.

Talvez por isso, o hino intemporal dos Journey, “Don’t Stop Believin’”, foi oficialmente declarado a “Maior Canção de Todos os Tempos” pela Forbes. De acordo com a RIAA (Recording Industry Association of America), este gargantuesco blockbuster que, provavelmente toda a gente em todo o mundo já ouviu, pelo menos, uma vez na vida, é agora um single certificado 18 vezes com disco de platina – apenas nos Estados Unidos.

Originalmente lançado em Outubro de 1981 para o sétimo álbum de estúdio dos Journey, “Escape”, pela Columbia Records, “Don’t Stop Believin’” tornou-se rapidamente a canção de assinatura da banda. A aclamação da crítica foi imediata, com a Billboard a elogiar a «fluidez da guitarra e da voz». A AllMusic declarou que “Don’t Stop Believin’” era uma «canção de rock perfeita« e um «hino», com «um dos melhores riffs de teclado de abertura do rock».

Neal Schon, fundador e guitarrista principal dos Journey, escreveu aquelas linhas de baixo instantaneamente reconhecíveis, e o teclista e guitarrista ritmo Jonathan Cain preservou o título da canção a partir de um incentivo que o seu pai lhe transmitiu quando era um músico em dificuldades a tentar sobreviver na Sunset Boulevard. Décadas após o seu lançamento, a canção tornou-se a malha digital mais vendida do século XX, com mais de sete milhões de downloads.

Numa entrevista de 2009, ao “Q”, programa cultural da CBC, o antigo vocalista dos Journey, Steve Perry, admitiu que sempre achou que “Don’t Stop Believin’” tinha potencial como single. Foi sempre um êxito junto do público ao vivo, embora não tenha sido muito tocada nas rádios na altura em que foi editada, disse. «Quando estávamos a fazer a canção, em 1981, sabia que algo estava a acontecer, mas honestamente, quando a vi no filme ‘Monster’ (2003), de Patty Jenkins, tive a certeza – ‘Meu Deus, é mesmo qualquer coisa’».

Perry acrescentou: «É uma letra forte sobre não desistir, mas também é sobre ser jovem, também é sobre sair, não desistir e procurar aquela emoção escondida algures no escuro que todos procuramos. É sobre ter esperança e não desistir quando as coisas ficam difíceis, porque estou a dizer-vos que as coisas ficam difíceis para toda a gente».

Desde a sua formação em 1973, os Journey clocaram 19 singles no top 40 da Billboard, criaram 25 discos de ouro e platina e venderam mais de 100 milhões de álbuns em todo o mundo. O álbum “Greatest Hits” foi certificado 15 vezes como disco de platina, o que faz dos Journey uma das poucas bandas a ter certificado de diamante. Ainda assim, nada se compara aos mais de mil milhões de streamings de “Don’t Stop Believin’”…

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