Led Zeppelin

Led Zeppelin, Sexo Explícito em Estocolmo em 1973

Quando teve conhecimento de que os Led Zeppelin tinham por receber vários Discos de Ouro alusivos a “Houses Of The Holy”, Peter Grant organizou a mãe de todas as festas no Chat Noir, em Estocolmo, incluindo um espectáculo de sexo ao vivo.

Haverá poucos artistas sem a ambição que os seus álbuns sejam comercialmente bem-sucedidos, e ainda mais que o sejam suficientemente para que cheguem a Disco de Ouro ou Platina. Receber tais comendas, geralmente, implica algumas horas perdidas numa cerimónia entediante com executivos da label. No caso de mercados periféricos, como o português, muitas vezes os artistas (pelo menos, os internacionais) nem comparecem. Mas tudo isto ganha outros contornos se, por acaso, se trata dos Led Zeppelin, como de resto sucede em quase tudo o que envolve os titânicos hard rockers britânicos.

Em 1973, os Led Zeppelin tinham vários discos de Ouro e Platina à espera de uma recepção formal da banda. Então, quando o empresário da banda, o implacável Peter Grant, foi informado de que a esses ainda se juntavam os do LP “Houses Of The Holy”, sugeriu que fosse realizada uma cerimónia no Chat Noir, uma casa nocturna de espectáculos eróticos em Estocolmo, na Suécia. E sendo Grant o tipo de indivíduo que não aceitava o ‘não’ como resposta, os Led Zeppelin viajaram até à Suécia.

A Metronome Records organizou uma recepção à banda, no Chat Noir, onde a presenteou com os Álbuns de Ouro (por vendas naquele país), numa cerimómia que envolveu um espectáculo de sexo explícito. O único fotógrafo autorizado no evento foi Bengt H. Malmqvist.

É o tipo de história que constitui o material de lendas em que os Led Zeppelin são pródigos, como as suas viagens preenchidas por sexo oral durante turbulência e quilos de cocaína no Starship, o Boeing do Rock ‘n’ Roll, ou o infame episódio do galhudo e da groupie e os televisores no estuário de Seattle. Acontece que não se trata de uma lenda, mas da mais pura das verdades, como atestam as fotos de Malmqvist que acabaram em leilão em 2010.

Em Março de 1973, os Led Zeppelin já haviam passado em Estocolmo na sua digressão europeia. Este bootleg foi o primeiro a circular dessa tour que muitos consideram que mostrou os Led Zeppelin no auge das suas capacidades musicais. A gravação não é assim tão má. Rebenta um pouco nos graves e soa distante, mas é suficientemente articulada e relativamente completa.

Alegadamente, Pamela Des Barres esteve presente na festa. Des Barres é o pseudónimo de Pamela Ann Miller: Ascritora e ex-groupie norte-americana envolveu-se com músicos de rock durante as décadas de 1960 e 1970, tendo escrito duas memórias sobre as suas experiências como groupie, “I’m with the Band” e “Take Another Little Piece of My Heart: A Groupie Grows Up”. Muitos associam Miss Penny Lane, do filme “Almost Famous” a Des Barres.

De volta às fotos, o lote incluía «cinquenta e seis negativos em preto-e-branco, um conjunto de revelações correspondente aos mesmo e duas folhas de contacto», mas não é absolutamente claro se foi realmente vendido e quais os valores atingidos. Aqui fica uma galeria com algumas fotos conhecidas, incluindo a mãe de todas elas…

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