Os LEFT TO DIE estão prestes a editar Initium Mortis, álbum inspirado nas demos e primeiros anos dos Death. A banda composta por Rick Rozz, Terry Butler, Matt Harvey e Gus Rios já revelou a sua reinterpretação de “Archangel”, tesouro enterrado nas demos de Chuck Schuldiner.
Os LEFT TO DIE assinaram contrato com a Relapse Records e anunciaram o lançamento do seu álbum de estreia, Initium Mortis, marcado para 17 de Julho de 2026. O projecto reúne antigos membros dos Death, Rick Rozz e Terry Butler, ao lado de Matt Harvey e Gus Rios, nomes ligados aos Exhumed e Gruesome. O objectivo passa por revisitar e homenagear os primórdios brutais dos Death, mergulhando profundamente no material mais antigo da banda de Chuck Schuldiner.
Segundo comunicado dos LEFT TO DIE, Initium Mortis funciona quase como uma realidade alternativa do alinhamento de Scream Bloody Gore, recuperando temas que circularam entre demos, ensaios e diferentes formações dos Death entre 1983 e 1987. Matt Harvey explica que a génese da banda surgiu após interpretações ao vivo de Spiritual Healing e Leprosy, acabando por gerar uma reacção extremamente positiva junto do público. «As pessoas começaram constantemente a perguntar se íamos gravar alguma coisa. Acabámos por perceber que fazia sentido exumar estas músicas antigas, porque não vamos superar Leprosy», afirmou.
Harvey revelou ainda que passou meses a revisitar demos e gravações dos tempos de Mantas/Death para seleccionar material que resultasse num álbum coeso. Temas como “Archangel”, “Witch of Hell” e “Legion of Doom” acabaram por integrar o alinhamento final. Também Terry Butler destacou a importância histórica do projecto, sobretudo para gerações mais novas de fãs de death metal. «Há muitos fãs jovens nos nossos concertos que estão a ouvir pela primeira vez, ao vivo, os alicerces sobre os quais os Death foram construídos», explicou.
O baixista acrescenta que muitas destas demos originais existiam apenas em gravações rudimentares trocadas em cassetes durante os anos 80, tornando-se quase inaudíveis ao longo do tempo. «Queríamos que os fãs finalmente ouvissem estas músicas com uma boa produção. Isto é o ponto zero — o momento exacto em que tudo começou». Rick Rozz mostrou-se igualmente entusiasmado com o resultado final. «É incrível poder ouvir correctamente estas músicas de 1984. Os fãs old school dos Death vão adorar este lançamento», afirmou o guitarrista dos LEFT TO DIE.
Já Gus Rios admitiu que LEFT TO DIE representa uma espécie de fantasia adolescente tornada realidade. «Leprosy é o meu álbum de death metal favorito de sempre. Poder tocar estas músicas com Rick e Terry à volta do mundo já era surreal. Fazer agora um disco com eles é outra dimensão». O baterista confessou ainda que, apesar de ser um profundo admirador dos Death, nunca tinha explorado muito as demos originais devido à qualidade extremamente crua das gravações. «Ouvir estas músicas com uma produção sólida, limpa mas ainda analógica e clássica, é como receber novas músicas dos Death».

Talvez estes auto-elogios possam parecer excessivos, mas pelo menos, aqui na ROMA INVERSA, não conseguimos discordar deles ao ouvir a estreia de “Archangel”. O tema é extraído à lendária cassete de ensaios Infernal Death, quando os Death ainda eram os Mantas. Nunca foi gravado oficialmente por Chuck Schuldiner. A versão dos LEFT TO DIE é devastadora.
Com Initium Mortis, os LEFT TO DIE procuram não apenas celebrar o legado dos Death, mas também preservar a atmosfera caótica, mórbida e pioneira que ajudou a definir os primeiros passos do death metal.
