É precisamente o tema título do seu próximo álbum que os Mão Morta nos revelam. “Viva La Muerte!” chega já em Janeiro de 2025, com o selo da Rastilho. «Ninguém nasceu para ser servil e morrer», porra!
Os Mão Morta aproveitaram o adiamento da digressão do novo espectáculo “Viva La Muerte!” para entrarem em estúdio e gravarem os nove temas que o compõem, tendo em vista a edição do respectivo disco (pre-save na Rastilho) quando da data de estreia, a 18 de Janeiro de 2025, no Theatro Circo, em Braga. Assim, no dia 26 de Setembro de 2024, os Mão Morta fixaram-se no Arda Recorders, no Porto, para, com Zé Nando Pimenta, darem forma àquele que será o seu 16.º álbum de originais, “Viva La Muerte!”.
Em comunicado oficial, explica-se o contexto do novo espectáculo/disco: «O ano em que a Revolução de 25 de Abril celebra 50 anos é também o ano do 40.º aniversário de Mão Morta. À primeira vista, estes dois acontecimentos nada têm em comum, não fosse terem sido a liberdade e a democracia trazidas pela Revolução a permitirem a existência da banda, com a sua reconhecida postura estética e a fraturante intervenção social e política».
«Numa época em que o perigo do regresso do fascismo se torna palpável, os Mão Morta não podiam deixar de se manifestar e de denunciar o ar dos tempos», explicam, apresentando o novo ciclo de carreira como um gesto de «comemoração e de alerta, com a composição de temas que irão buscar referências a José Mário Branco, Adriano Correia de Oliveira, Zeca Afonso ou Ary dos Santos, que viveram o fascismo salazarista e encontraram nessa opressão e censura a motivação para criar arte».
Entre as inspirações do concerto e do disco estarão também «as temáticas do fascismo contemporâneo, como o ultranacionalismo bélico, as teorias racistas da ‘grande substituição’, a globalização das teorias conspiracionistas, o ódio ao conhecimento científico e às instituições do saber ou o apelo ao pensamento único, de vocação totalitária». As letras de “Viva La Muerte!” são da autoria de Adolfo Luxúria Canibal, a música de Miguel Pedro e António Rafael e os arranjos de Mão Morta.
O tema título, “Viva La Muerte!”, é o primeiro single extraído do disco que chega, como referido atrás, logo no início de 2025. Ao ouvi-lo, é notória a influência supracitada de José Mário Branco e dessa venerável malta do P.R.E.C. Os coros dão uma certa grandiosidade e elegância ao tema em que se destaca uma articuladíssima mistura sónica e um enorme som de bateria.
