A morte de Ozzy deixou o mundo em choque. Como sucedeu por todo o lado, os músicos portugueses de heavy metal, particularmente, inundaram as redes com lamentos e homenagens ao Prince Of Darkness.
Morreu Ozzy Osbourne no dia 22 de Julho, aos 76 anos. A notícia foi confirmada pela família do músico através de um comunicado citado pela BBC. As causas da morte não foram reveladas.«É com uma tristeza que palavras não conseguem descrever que temos de anunciar que o nosso amado Ozzy Osbourne faleceu esta manhã. Estava junto da família, rodeado de amor. Pedimos que respeitem a nossa privacidade neste momento», lê-se no comunicado da família Osbourne.
Ozzy havia sido diagnosticado com Parkinson II, uma forma da Doença de Parkinson, após ter complicações de saúde devido a uma queda na sua casa de banho, em 2019. Portanto, há algum tempo se pressentia o inevitável, mas ainda assim o mundo da música ficou em choque e, em particular, o mundo do heavy metal. Ainda mais particularmente, tasmbém a cena heavy portuguesa foi abalada, com imensos músicos a prestarem homenagem ao lendário vocalista.
Lex Thunder, frontman dos Toxikull, apontou a enorme influência de Ozzy na sua vida. António Gião, baixista dos Disaffected, publicou uma singela menção com “horns up”.
Tó Pica mostrou a primeira malha em que o ouviu, “Symptom Of The Universe”, original dos Sabbath, no álbum ao vivo “Speak Of The Devil”. «Decorria o ano de 1984 ou 1985 (…) achei logo o riff incrível (ainda hoje acho um dos melhores riffs de todo o sempre) e quando o Ozzy entrou a cantar foi tipo um misto de ‘wow que voz é esta tão diferente do habitual e, ao mesmo tempo, demoníaca, assustadora e fora do normal’ (…) e durante uns tempos ouvia este álbum em loop num gravador rafeiro que tinha e principalmente esta malha foi até à exaustão».
Outro shredder, Jorge Rato Bicho dos Speedemon partilhou, sem palavras, “Bark At The Moon”, o épico que Ozzy gravou com Jake E. Lee. João Sérgio Reis dos Iberia recordou que há 15 dias passámos horas a visualizar as actuações no espectáculo de despedida dos Black Sabbath percebemos que era mesmo um adeus.
De seguida, lembrou o impacto de Ozzy Osbourne e dos Black Sabbath que «foram uma enorme inspiração para mim e indirectamente para os Iberia. Passei tardes inteiras na minha adolescência com o João Alexandre a curtir o álbum ‘We Sold Our Souls For Rock and Roll’, uma compilação dos melhores temas de Sabbath com Ozzy, álbum que nos deu a conhecer a banda. Muito deste ambiente obscuro esteve no início dos Asgard (pré-Iberia), inclusive nas letras que o João escrevia, nos poemas que fazia, uma mix de Jim Morrison com a aura dark de Ozzy».
Miguel Inglês (Equaleft) recorda a actuação em Donigton, no Monsters Of Rock ’96, sugerindo ter sido a primeira vez que viu Ozzy ao vivo. O prolífico baixista Dikk, assumiu que foi um privilégio ouvir a sua música.
Nuno C., o frontman de Phenocryst, recorda: «Uma das vozes mais reconhecíveis e carismáticas de sempre, e uma lenda pelo que criou, elaborou e desenvolveu ao longo de mais de 50 anos com Black Sabbath e em nome próprio». Já António Baptista (Tvmvlo) recorda a efemeridade a que todos estamos sujeitos.
O Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell, falou à rádio TSF, apontando Ozzy Osbourne como «o maior metaleiro de sempre», recordando ainda a «energia arrebatadora» que a voz lendária dos Black Sabbath transportava consigo. Podem conferir as declarações no site da TSF.
Não é músico, mas é um dos mais significativos agentes do underground nacional. O Cameraman Metálico deu voz a um sentimento de muitos: «não era da minha família, mas eu gostava dele como se fosse!» Também o Manuel Fernandes, da Bunker Store, recordou o Prince Of Darkness…
