Lançado de rajada pela Selvajaria Records, o álbum de estreia de Raging Slayer não faz prisioneiros na sua intenção de nos fazer recuar à agressividade da década primordial das lendas californianas do thrash.
Sob o pseudónimo Slaytanic Speedball Possessor, o autor de toda a composição, letras e solos de guitarra de Raging Slayer já traz um historial na música extrema, sendo talvez as maiores referências o seu papel como guitarrista na banda punk crust Sem Talento e o facto de ser o motor de duas pérolas do underground nacional: o death metal e crush core de “Animalesco, o Método” e o death metal dos Rancid Amputation, que editaram em 2022 o EP “Vile Human Taste.
Desta vez, é tempo de descarregar toda a fúria do thrash metal. Raging Slayer nasce da ideia de homenagear descaradamente, sem filtros, sem máscaras, mesmo à cara podre, a cena antiga dos Slayer. Como uma chapada na cara, reviver a era Slayer de 83 a 88.
Durante o processo de composição de “Catatonic Symphony” surgiu a ideia de ter em Raging Slayer uma vocalização que encaixasse que nem um trovão nas músicas e quem melhor para sacar uma vibe e um timbre à lá Araya? O Lex Thunder (Toxikull), cujko trabalho vocal acrescenta a dimensão e o impacto que estes riffs infernais precisavam. As baterias são assumidas pela misteriosa entidade Cadaveric Bitchhunter.
O patamar elevado fez-se em chamas com o nível de produção do Paulão (assumiu também algumas guitarras e baixo), também ele membro de uma das maiores jardas thrash nacionais, os Perpetratör.
Neste álbum de Raging Slayer tudo é arrojado. O visual não foge à regra, o artwork é assinado por noise.andllies e o logo pela Belial Necro Arts. Tudo planeado para entregar ao ouvinte uma experiência com a química e a magia que influenciou milhões, a era retro/80s dos Slayer! O disco foi lançado no dia 18 de Março. Dispara o player.
