Randy Rhoads

Os Melhores Solos de Randy Rhoads

O saudoso Dimebag Darrell, Zakk Wylde, Mark Morton, Mick Thompson, Nick Hippa e Jerry Cantrell elegem os seus solos preferidos de um dos melhores de sempre, Randy Rhoads.

A morte súbita de Randy Rhoads, com apenas 25 anos, não privou apenas Ozzy Osbourne daquele que é por muitos considerado o melhor guitarrista com que tocou ao longo da sua carreira, mas também de um dos mais inovadores nomes da história da guitarra eléctrica – e um dos principais responsáveis pela fusão do mundo electrificado do blues que pontificava no universo do rock com o mundo da música clássica, com as progressões melódicas da guitarra clássica.

Basta pensar nos seus álbuns quintessenciais – os que gravou com Ozzy, “Blizzard Of Ozz” e “Diary Of A Madman”, pois o seu trabalho em Quiet Riot, os dois primeiros da banda, sendo a semente para o que desenvolveu em Ozzy, acabou por não se tornar seminal – e em temas como “Mr. Crowley”, com solos que ainda hoje se são lições da força emocional que a guitarra pode atingir, “Over The Mountain”, um autêntico épico na fusão desses mundos, o acústico e o eléctrico (o disco “Diary Of A Madman” tem ainda outros temas com introduções de guitarra clássica, como “You Can’t Kill Rock And Roll”, “S.A.T.O.” e “Tonight”), ou “Crazy Train”, em que a prestação do guitarrista é uma tempestade.

Há uns anos, a Rolling Stone colocava Randy Rhoads apenas em 85.º lugar numa lista de 100 nomes de grandes guitarristas – mais tarde subiu-o para a 21.ª posição, entre 250 nomes – e se pensarmos em revistas nacionais (sim, o Blitz), com capas e listas recorrentes aos melhores guitarristas de sempre, nem sequer lhe é feita qualquer menção…

Rhandy Roads retirou Ozzy Osbourne das trevas, após a saída do vocalista dos Black Sabbath; iniciou a revolução neoclássica no heavy metal, tornando-se uma influência maior para Jake E. Lee ou Zakk Wylde, os nomes que seguiram o seu trabalho com o Padrinho do Heavy Metal; e para muitos outros como Yngwie Malmsteen, Dimebag Darrell, Kirk Hammett, John Petrucci, Paul Gilbert ou mesmo Tom Morello. Teve também um papel decisivo na fundação da Jackson Guitars. E tudo isto com uma carreira tão curta!

Eis os seus melhores solos, escolhidos por alguns dos seus pares…

Over The Mountain «Lembro-me de ouvir isto na altura com os meus amigos e ficámos todos loucos. O Eddie Van Halen era o único tipo naquela altura e, de repente, aqui estava este disco do Ozzy com o Randy Rhoads, e agora tínhamos dois tipos de elite. E os seus estilos eram incríveis, mas diferentes. O Eddie era mais louco e fora-da-caixa – um improvisador incrível – enquanto que com o Randy era tudo sobre a composição e como ele escrevia e estruturava os seus solos», Zakk Wylde.

Diary Of A Madman «Esta canção mostra um pouco de quase tudo o que o Randy Rhoads conseguia fazer. Ele escrevia numa veia sombria e pesada semelhante à de Tony Lommi, mas era mais versátil. O Randy conseguia misturar música clássica com coisas demoníacas. O solo de guitarra nesta canção parece ter caído dos céus. Adoro a forma como ele fazia multitracking com a guitarra para obter um som muito amplo. Rhoads era um tipo pequeno que exalava classe, desde a forma como tocava até à forma como se vestia. Não há como dizer onde estaria a guitarra hoje se ele ainda estivesse connosco», Dimebag Darrell.

Diary Of A Madman «De todas as malhas do Randy Rhoads, esta é das mais inteligentes. De facto, é uma das canções mais abstractas e dissonantes dessa época. Os acordes e as notas que ele escolheu para tocar soam literalmente perturbados. É realmente desconfortável de ouvir porque os acordes são tão atonais. Acho que ao trabalhar e fazer digressões com o Ozzy, o Randy deu por si no meio da insanidade e isso transpareceu no seu instrumento. É mágico!», Mark Morton.

Goodbye To Romance «O Randy Rhoads será sempre o meu guitarrista preferido. Quando eu era mais novo, esta canção teve um impacto na forma como eu pensava sobre a música e abordava a guitarra. Aqui, o Randy estava a abraçar um estilo de música que estava muito longe do que ele normalmente tocava. Dava a sensação de que ele estava aberto a todas as formas e estilos de música. Sempre tentei perseguir esse objetivo, em vez de ser apenas um guitarrista de metal», Nick Hippa.

Goodbye To Romance «Eu só gosto dos álbuns do Ozzy com o Randy Rhoads na guitarra. Respeito verdadeiramente solos que são tecnicamente bem executados e dizem alguma coisa, e o solo em ‘Goodbye to Romance’ é um grande exemplo de um solo de guitarra lírico. É um daqueles solos que me fazem chorar – uma composição dentro de uma composição», Mick Thompson.

Tonight «Escolheria esta só pelo solo de guitarra do Randy Rhoads, que, em termos de poder emotivo, está na mesma classe que o de David Gilmour em ‘Comfortably Numb’. Esta não é uma das coisas mais rocker que ele fez, é quase uma balada de certa forma, embora definitivamente acelere nos refrões, que têm alguns grandes acordes. O solo é tão triste e bonito, mas não chega a tornar-se deprimente. De facto, é bastante uplifting», Jerry Cantrell.

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