Tropic Gold

Tropic Gold, Sick To Death Of Everything

O trio Tropic Gold, de Suffolk-via-Essex, editou o EP “SICK TO DEATH OF EVERYHING”, via UNFD, uma fusão contemporânea e temperamental de música alternativa, metal, pop e electrónica.

Relativamente ao EP profundamente pessoal, os Tropic Gold absorveram todas as emoções que os membros experimentaram nos últimos tempos e transformaram-nas nestas canções, dizendo em comunicado…

«SICK TO DEATH OF EVERYTHING teve tudo o que foi derramado nele durante alguns tempos realmente difíceis – o nome resume o que estava, e tem estado, a passar pelas nossas cabeças. É o nosso trabalho mais honesto e vulnerável, e esperamos que as pessoas o oiçam e se liguem para perceberem que não estão sozinhas com a instabilidade quotidiana da saúde mental, a incerteza da vida e a aversão a si próprias».

Os Tropic Gold oferecem-nos uma fusão perfeitamente moderna e temperamental de música alternativa, metal, pop e electrónica, misturando com discrição as suas paixões por uma cultura dinâmica de estilos musicais e de produção numa única placa de petri sónica.

Embora originalmente formados em 2019, o quarteto passou estes anos no laboratório, desenvolvendo o seu som e estética demarcada atrás das portas fechadas de um estúdio multimédia personalizado e auto-construído.

O método dos Tropic Gold tem-se revelado verdadeiramente práctico, com o guitarrista Joshua Lee a tratar de todas as tarefas de produção e gravação, bem como a mergulhar nas profundezas da sua curadoria visual, tripulando a câmara e a suíte de edição tão frequentemente como a cadeira de produção. Este trabalho segue-se ao EP “What A Wonderful Experience”, lançado em 2023 pelo mesmo selo, que deu origem a ‘Maniac’, ‘ADRENALINE’ e ‘DTTTH’.

Neste lançamento o single em destaque é “HOLY HORROR”. Sobre a canção, a banda entusiasma-se: «‘HOLY HORROR’ refere-se a alguém por quem faríamos qualquer coisa às nossas custas, apesar da forma como nos tratam e como isso nos afecta, porque a vemos como um ser sagrado. Por muito mal que essa pessoa sagrada te trate, continuas a gostar dela, só porque ela ainda está lá, e tiras o proveito dela para a manteres por perto, sem te aperceberes de como isso é tóxico para ti próprio».

Combinando faixas de atmosferas temperamentais com refrões altos, as canções da banda parecem procurar ser igualmente capazes a pulsar em pistas de dança pegajosas e apertadas e a ascender em amplas arenas. Soam a uns novos românticos Bring Me The Horizon ou um Don Broco pós-separação, que acabou de descobrir a cópia dos pais de “Disintegration” dos The Cure ou uma cópia de 45rpm de “Sing The Sorrow” a tocar a 33rpm…

Tão sombrios como cativantes, a partilhar um espaço sónico com os já mencionados BMTH e Broco, PVRIS, Architects (dos últimos tempos), Caskets, os momentos lamentosos de Spiritbox e até Enter Shikari (embora sob o efeito de Valium), os Tropic Gold estão apenas a começar a descobrir como armar os seus obuses.

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