Os Souq deram a conhecer o primeiro single do seu terceiro álbum, que é editado dia 29 de Maio de 2024. “Orange” é um ácido e propulsivo instrumental carregado de vitamina rocker.
Formados em 2009, são uma das bandas mais inventivas do rock português contemporâneo. Em 2014, os Souq editaram o álbum de estreia. “At La Brava Vol.II Of Red Desert Saga” tinha apontamentos pouco usuais. Em 2017, chegou o segundo disco dos Souq. “The Dynamite Sisters – Volume Three Of The Red Desert Saga” é um álbum com um tremendo backslap de bateria e baixo, num som gigante e extravagante pejado de riffs titânicos.
Com dois tremendos álbuns no bolso (os quais olhamos com maior detalhe em artigo exclusivo), a banda aproveitou as imposições de confinamento no período pandémico para dar largas à criatividade e já no dia 29 de Maio de 2024, vai chegar o novo disco.
Nas suas redes sociais, os Souq deixam-nos um resumo do processo: «O plano inicial era gravar o álbum com toda a banda ao vivo no estúdio. No entanto, quando chegou a altura, a pandemia estava a atingir-nos com força, o que nos obrigou a adiar os nossos planos. Além disso, as regras da pandemia fizeram com que quase não houvesse ensaios durante a pré-produção, sendo quase todo o trabalho feito através da partilha de ficheiros áudio pelo Zoom. Depois, quando finalmente pudemos gravar, os Estúdios Antena Zero estavam a sofrer remodelações há muito esperadas, o que nos obrigou a procurar uma sala para gravar, e foi por isso que acabámos no Gretua (o que acabou por ser uma bênção disfarçada).
Seis pessoas numa sala (3 delas com cornetas) no inverno, durante a pandemia? Nem pensar. Então decidimos gravar bateria, baixo e guitarra enquanto os trompistas ficavam em casa a escrever pontos no papel. O velho teto de zinco do Gretua dava à acústica da sala um sabor, digamos, “interessante”, mas em vez de o combater, abraçámo-lo: dois microfones no meio da sala a captar a essência de todas as frequências e vibrações, uma bateria, um amplificador de baixo e dois amplificadores de guitarra. Tudo era MUITO ALTO!
Como já foi referido, o número de ensaios foi apenas um pouco superior a zero, por isso, antes de gravarmos cada música, ensaiámo-la durante 15 minutos, só para sabermos, pelo menos, a estrutura básica e as fórmulas de compasso. Depois, carregávamos no botão “gravar” e íamos em frente, tocando as partes que sabíamos o melhor que podíamos, improvisando as partes que não sabíamos e esperando pelo melhor. Sem click track, sem auscultadores, sem overdubs, sem punch-ins, apenas um power trio da velha guarda a divertir-se e a dar tudo. Ao vivo sem rede, como o clássico VHS dos Van Halen dos anos 80».
Ainda sem título, o alinhamento do álbum é, aparentemente, identificado por cores: “Red”, “Green”, “Blue”, “Violet”, White” e “Orange”. É este “laranja que já podemos ouvir como antecipação ao disco. Esteticamente há a intenção de uma sonoridade mais directa, com menos síncopes e mais poder rocker.
Tanto quanto sabemos, a formação da banda envolve Bruno Barreto (baixo), Gabriel Neves e Paulo Gravato (saxofones tenor e barítono, respectivamente), Rui Bandeira (trombone), João Martins (bateria) e Jorge Loura, na guitarra. Depois da saída do vocalista Bruno Tavares, os Souq tocaram ao vivo com a feroz vocalista Diana Silveira. Fica a questão se o novo álbum a terá a assumir as vozes de forma exclusiva ou se o disco terá vozes de todo. “Orange é puramente instrumental. Disparem no player!
