Os Transvision Vamp regressam a Lisboa e Porto, em Setembro de 2026. A banda liderada pela carismática Wendy James traz de volta os hinos pop-punk como “Baby I Don’t Care” e “I Want Your Love”, décadas após as suas passagens pelos históricos pavilhões do Belenenses e do Infante der Sagres em 1989.
Os Transvision Vamp, influente banda britânica de pop-punk do final dos anos 80, confirmaram o seu muito aguardado regresso a Portugal para dois concertos que prometem ser um marco na agenda musical de 2026. A promotora Clap/-Box. é a responsável por trazer de volta o grupo liderado pela inconfundível Wendy James, agendando actuações em Lisboa e no Porto. As datas e os locais estão definidos: o LAV – Lisboa ao Vivo recebe a banda a 26 de Setembro e o Hard Club, na cidade Invicta, a 27 de Setembro de 2026.
O anúncio marca um reencontro significativo, dada a escassez de actuações da banda em Portugal na fase inicial da sua carreira. As suas visitas, embora raras, deixaram a sua marca, nomeadamente num período de grande popularidade. Os Transvision Vamp são recordados por um par de actuações em dias consecutivos no Norte e Sul de Portugal, em Novembro de 1989.
Consta nos registos da imprensa da época uma passagem pelo Pavilhão Infante de Sagres, a meca dos concertos de rock no Porto, na época, e no Pavilhão do Belenentes, em Lisboa, embora os detalhes exactos dessas actuações sejam hoje mais difíceis de confirmar nos arquivos digitais. Contudo, estas presenças ajudaram a consolidar o culto em torno dos Transvision Vamp, criando uma base de fãs fervorosa que, décadas depois, mantém viva a chama da sua música e do seu legado.
A história da banda, formada em 1986 em Londres, é indissociável da figura de Wendy James, que rapidamente se tornou um ícone cultural. Com uma imagem que misturava a estética punk com um glamour subversivo, James era a personificação da rebeldia pop e a face mediática de uma sonoridade que bebia tanto do new wave quanto do garage rock. A sua atitude irreverente e a sua presença magnética em palco garantiram à banda uma atenção imediata, destacando-os no efervescente cenário musical do Reino Unido.
O álbum de estreia, Pop Art (1988), foi o primeiro grande sucesso, impulsionado pelo single electrizante I Want Your Love. A malha, com o seu gancho melódico e guitarras fortes, estabeleceu o tom para o que viria a seguir, catapultando a banda para o estrelato internacional.
A consagração, no entanto, veio com o álbum seguinte, Velveteen (1989), que disparou para o primeiro lugar das tabelas britânicas. O álbum gerou o seu maior êxito, “Baby I Don’t Care”, uma canção que se tornou um hino geracional de confiança e desdém juvenil. Esta fase cimentou a posição dos Transvision Vamp como um fenómeno cultural, capturando o espírito rock ’n’ roll do final da década. A fórmula de sucesso assentava na composição sólida do guitarrista Nick Christian Sayer e na performance cativante de James.
A carreira da banda foi, contudo, surpreendentemente breve. Após o lançamento do terceiro e último álbum, Little Magnets Versus the Bubble of Babble (1991), que incluiu o popular single Tell That Girl to Shut Up, o grupo separou-se devido a dissensões internas e à pressão do estrelato. A dissolução precoce, no auge da sua popularidade, transformou os Transvision Vamp numa lenda de culto, deixando para trás uma discografia concisa, mas de impacto duradouro no rock alternativo.
A digressão de 2026 representa, portanto, uma oportunidade única para o público português testemunhar a banda ao vivo, revisitando os clássicos que definiram uma era. Espera-se que a energia e intensidade das suas apresentações originais sejam replicadas nos palcos do LAV e do Hard Club.

Os bilhetes para os dois concertos já estão disponíveis através das plataformas de venda habituais, nomeadamente na ticketline, sendo aconselhada a sua aquisição atempada, dada a expectativa gerada por este tão aguardado regresso do glamour subversivo dos Transvision Vamp.
