Visceral

Visceral, O Hálito do Fogo

“The Breath That Kindled Fire”, com as vozes de Franscisco Martins (Villain Outbreak), é a primeira malha gravada pela formação de concerto dos Visceral. Uma abrasiva tempestade blackened death metal com o selo da Raging Planet.

Death metal sem merdas, com uma vibração old school e as sombras das vertentes mais extremas deste espectro musical. Este foi o ponto de partida para Bruno K. começar a juntar riffs e ideias e a construir estruturas de canções para os Visceral, projecto que surgiu numa tempestade de fogo no final de 2022.

Para gravar o álbum de estreia, ao músico com reputação criada nos históricos In Tha Umbra ou nos mais recentes e exploratórios Enlighten, juntou-se o baterista de sessão Menthor Serpens (Enthroned, Lucifyre, Nightbringer e outros), que tratou de moldar as canções numa forma ainda mais extrema, e Alexandre Ribeiro (Grog, Earth Electric) aceitou o convite para emprestar a sua abordagem criativa ao baixo.

Para as vozes era necessário obter cores e formas diversas e assim Guilherme Henriques (Gaerea, Oak) aceitou o convite para partilhar esses deveres com Bruno “K.” Correia, completando a banda de estúdio que gravou “The Tree Of Venomous Fruit”. Todavia há ainda mais convidados: em “The Sight of Nothing”, o solo de guitarra ficou a cargo de Mike Guerreiro (Apocalypse Conspiracy); e no tema “Upborne With Indefatigable Wings” quem assume esse protagonismo é Bob Sneijers (Fungus, Prostitute Disfigurement).

Ao vivo, a banda tem o formato de power trio, com Bruno K. (vozes e guitarras), Ruben S. (baixo) e Mauro S. (bateria). Depois de passar em alguns cartazes do underground intramuros na parte final deste ano de 2023, a formação estreou o seu primeiro registo de estúdio. E que estreia! Gravado, misturado e masterizado por Bruno K., no llargia Recording Studio,”The Breath That Kindled Fire” é mais um tempestuoso exercício de death metal carregado de sombras e laivos sibilantes de black metal.

O single, que junta as vozes de Bruno K. com as do convidado Francisco Martins, dos Villain Outbreak, tem o selo Raging Planet, apresenta uma ilustração old school de Brunofsky (Instagram @brunofsky_). Uma edição exclusiva em formato digital, “The Breath That Kindled Fire” dos Visceral pode ser disparado no player seguinte.

O Veneno do Éden

Na ROMA INVERSA, “The Tree Of Venomous Fruit” foi alvo de altos louvores. «As guitarras cobrem um enorme espectro harmónico, de esquizofrenia nos médios/agudos a devastadores barítonos. As harmonizações são frenéticas e com uma urgência maníaca que acompanha a selvática intensidade proposta pelos blasts de Menthor. Mas guitarras e baixos também carregam algum do groove mais compassado de “Left Hand Path”, algo mais evidente num tema como “Horror Flower”», são alguns dos muitos elogios que tecemos ao álbum de estreia dos Visceral.

«Um álbum de poucas concessões, The Tree of Venomous Fruit merece uma audição cuidadosa de fãs de brutal death metal de todas nas latitudes. O trabalho é bem feito, tem o gosto de ser conciso com os seus trinta e três minutos e, sem atiçar o vespeiro, dá-nos uma exoneração de brutalidade», lê-se no Les Eterneles. Os nuestros hermanos do Metallerium referem: «The Tree of Venomous Fruit’ es un material que devasta todo a su paso, no te da piedad alguna, en todo momento es agresivo, una buena interpretación de los que es metal extremo, buen debut de Visceral».

«(…) som maciço e massacrante, com riffing acetinado que gera uma densa tempestade de agressão e abrasão incineradora. De alguma forma, soa tanto maníaco como friamente assassino, e é levado a mais alturas de frenesim catastrófico através do assalto de armas de percussão turbo-alimentado, erupções de baixo trovejantes, guitarras de cordas contorcidas, rugidos gigantescos, e uivos completamente aterrorizantes», descreve o No Clear Singing.

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