MAMMOTH

A Renovação de MAMMOTH

“The End” é o terceiro álbum de Mammoth (anteriormente Mammoth WVH), a banda liderada por Wolfgang Van Halen. Wolfie reflecte sobre as malhas do disco e como estas mostram a sua evolução desde que se lançou a solo, em 2020. Gravado no lendário estúdio 5150, o álbum foi produzido pelo amigo e colaborador Michael “Elvis” Baskette.

Continuando a tradição de escrever todas as canções e executar toda a instrumentação e vozes, Wolfgang Van Halen decidiu desafiar-se para além do que fez nos seus dois primeiros discos, “Mammoth WVH” (2021) e “Mammoth II” (2023). Desde a abertura hipnótica de “One Of A Kind” até ao fecho contagiante de “All In Good Time”, Wolfgang demonstra a sua proficiência como músico e compositor. Canções como “Same Old Song”, ‘Happy’ e “Selfish” encaixam na perfeição ao lado de canções mais antigas e idiossincráticas dos Mammoth.

Os Mammoth lançaram o primeiro single de “The End”, a faixa-título do LP, em Maio de 2025, e este disparou nas tabelas, estando (ao momento em que escrevemos) no Top 5 da rádio Active Rock, por exemplo. O sucesso do single foi impulsionado pelo vídeo da música, que se aproxima dos quatro milhões de visualizações. Um marcante ponto de partida…

Rewind

Em 2021, o álbum de estreia “Mammoth WVH” levantou voo, chegando ao 12.º lugar na Billboard 200 e conquistando o 1.º lugar em três tabelas da Billboard: Top Hard Rock Albums, Top Independent Albums e Top Rock Albums. “Distance” recebeu mesmo uma nomeação para o Grammy Award de “Melhor Canção Rock”.

Dois anos mais tarde, “Mammoth II” fez com que Wolfgang aumentasse o ritmo. O disco estreou-se no Top 5 da tabela de vendas de álbuns da Billboard, para além de o ter trazido de volta ao primeiro lugar da tabela de álbuns de hard rock. Incitando aplausos generalizados da Rolling Stone, Guitar World, Grammy.com, Kerrang! e outras publicações. A Classic Rock saudou-o como «um segundo solo que melhora a sua estreia em todos os departamentos», e a American Songwriter aplaudiu, «‘II’ revela uma representação mais próxima do que Mammoth é agora e o dinamismo de Van Halen como músico e como compositor».

A partir daí, a banda percorreu o mundo com os Metallica, suportou os Foo Fighters na América do Norte, suportou os Creed e encheu salas por conta própria. Actuou no programa “Today” da NBC, no programa “Jimmy Kimmel Live!” da ABC e na gala de beneficência “Person Of The Year” da MusiCares de 2024, em honra de Jon Bon Jovi. Para não mencionar que Wolfgang partilhou o palco com Ryan Gosling, Mark Ronson e Slash nos Óscares de 2024, interpretando “I’m Just Ken” do filme de sucesso “Barbie”. Também se juntou a Maynard James Keenan, Chad Smith, Robert Trujillo e ao produtor Andrew Watt para a indução de Ozzy Osbourne no Rock And Roll Hall Of Fame nesse mesmo ano.

The End

Até ao final de 2024, Wolfgang construiu a estrutura para “The End”. Em vez de compor demos no seu computador, adoptou uma abordagem diferente. Gravando no 5150 Studios com o produtor de longa data Michael “Elvis” Baskette, fez a demonstração das partes executando-as no momento e literalmente correndo para frente e para trás entre os instrumentos.

«No passado, usava o Logic Pro para escrever uma parte de bateria, com bateria MIDI, e depois tocava guitarra. Desta vez, pude tocar guitarra no momento, até estar satisfeito e depois correr para a bateria. Foi muito mais divertido sentar-me no kit e tocar o que me veio naturalmente à cabeça. Fazer essas partes em tempo real foi um divisor de águas. Estávamos a fazer as demos ao vivo, o que nunca tinha feito. Foi muito importante para este disco», refere Wolfgang Van Halen.

Portanto, a música do disco está repleta de um inegável sentido de urgência. Pode ouvir-se isso alto e bom som no single principal “The End”. O tapping frenético de duas mãos acende o rastilho para a malha, enquanto uma linha de baixo igualmente intensa responde na mesma moeda. Rodeado por fogos de artifício sónicos, surge um convite apocalítico e glorioso no refrão – Take your hand in mine / and watch the end with me – culminando num último solo impulsionado pelo próprio Diabo. E, claro, durante toda a malha há a omnipresença do vertiginoso fraseado de “Mean Street”.

«Já tinha a ideia do tapping da introdução desde antes de Mammoth», garante Wolfie. «Consegui encaixá-la neste mundo. Continua a ser exagerado e fragmentado, mas também é melódico e controlado. No geral, estava a fazer algumas coisas diferentes no disco e sabia que este seria um grande passo. Quando terminámos “The End”, senti que era algo muito especial para mim. Sabia que tinha de ser o título do álbum. Tem uma dualidade. Pode ser uma coisa boa ou má – o fim dos bons ou dos maus momentos».

“The End” também deu o mote para um fio temático solto ao longo do disco. WVH explica: «Escrever é uma experiência terapêutica, e ajuda-me a lidar com muitas coisas emocionalmente. Tive um ataque de pânico grave que deu cabo de mim no ano passado. Então, ‘The End’ representa a sensação de que o mundo acabou no meu cérebro durante qualquer momento de provação ou tribulação. Mesmo que pareça o fim, há sempre uma forma de o ultrapassar e uma luz ao fundo do túnel. Não é um álbum conceptual, mas todos os temas estão intimamente relacionados».

Wolfgang co-escreveu o o vídeo de “The End” com ninguém menos que o lendário cineasta Robert Rodriguez (“Desperado”, “Sin City”, “Spy Kids”). Juntos, eles revisitam ao filme de culto de Quentin Tarantino, “From Dusk Till Dawn”. Greg Nicotero (“The Walking Dead”) assegurou a maquilhagem, e há as participações especiais de Danny Trejo, Slash, Myles Kennedy e da sua mãe, Valerie Bertinelli.

The Spell

Há que referir a batida de “Same Old Song”. Entre o piscar de olhos de teclas de piano, acordes sobredimensionados sublinham um cântico inabalável: «Why’d you have to be the same? / I think you lost yourself along the way / You sit and sing the same old song like everyone».

«Tem a clássica guitarra fuzz dos Mammoth. É quase como a sequela de ‘Don’t Back Down’. É o mesmo tipo de música de arena com a atitude ‘Não me fodam’, mas parece uma evolução. Se já gostas dos Mammoth, vais gostar desta. No entanto, é ritmicamente rápida e cheia de estilo, o que normalmente não faria. Não se cresce sem nos desafiarmos», diz Wolfgang Van Halen.

“Selfish” vai directo à jugular. O seu rufar de tambores colide com um murro de distorção com a força de um comboio de mercadorias a descarrilar, enquanto ecoa o aviso: «Because of your selfishness / everything you live for / everything you love will all be gone». Wolfgang diz, sobre o tema: «É uma das músicas mais pesadas que já fiz. É super agressiva. O ritmo ainda aumenta mesmo antes do fim».

Para coincidir com o anúncio da edição do álbum – 24 de Outubro de 2025 – via BMG, os Mammoth lançaram o single “The Spell”. O vídeo mostra Wolfgang a tocar todos os instrumentos e foi realizado pelo colaborador visual Gordy De St. Jeor. Um groove palm-mute põe tudo em movimento. O riff incisivo é tocado através de uma batida de bateria sincopada. No olho da tempestade, WVH assegura «Whatever spell your under / bleeding your wonder / we can work this out».

«’The Spell’ prestou-se mais a uma vibração de rock dos anos setenta, e eu senti-me à vontade com as passagens vocais, que não teria feito antes. É uma canção bem sentida. Se não se gosta de tecnicismo musical, pode-se gostar dela. Se gostam muito de riffs fixes e preenchimentos de bateria, esses também estão lá. O meu modus operandi nos Mammoth é divertir-me musicalmente, mas nunca deixar que isso atrapalhe a canção».

Renascença

“The End” está disponível para pré-encomenda em várias configurações, incluindo cores de vinil de edição limitada, versão de encarte assinada e exclusivos de retalhistas. A tracklist é a seguinte: 01. One Of A Kind 02. The End 03. Same Old Song 04. The Spell 05. I Really Wanna 06. Happy 07. Better Off 08. Something New 09. Selfish 10. All In Good Time. Expandindo o mundo de Mammoth, uma obra de arte de Moon Patrol adorna a capa, retratando um homem em chamas.

Em “The End”, Wolfgang também abraça o nome “MAMMOTH” (o nome dos primórdios dos Van Halen) sem a inicial “WVH” que o acompanhava anteriormente. «Sempre quis ser apenas ‘MAMMOTH’, desde o início. Houve muito trabalho para chegar até aqui e conseguir abraçar este nome. É também o primeiro álbum intitulado sem um número. É uma sensação de renascimento».

Em última análise, Mammoth será sempre algo individual. «Isto é tudo para mim. É ainda mais especial e importante que as pessoas em todo o mundo tenham encontrado um significado para isto e se divirtam a ouvi-lo e a ir aos concertos. Eu estaria a fazer isto de qualquer maneira. Traz-me um objectivo de vida e felicidade. Ajuda-me a processar as emoções e a vida. Quando chega a outra pessoa, é a sensação mais fantástica. Esta é a minha principal prioridade. É tudo o que eu quero fazer», conclui Wolfgang Van Halen.

Leave a Reply