Al Di Meola

Al Di Meola 24

“Twentyfour”, o primeiro álbum de estúdio de Al Di Meola em quatro anos, está a chegar.

Depois de “Across the Universe”, de 2020, “Tweentyfour” tem edição no dia 19 de Julho de 2024. O mais recente LP de estúdio de Di Meola foi trabalhado nos últimos quatro anos, tendo as suas origens nos tempos tumultuosos da pandemia. Devido ao seu longo período de desenvolvimento, “Twentyfour” começou por ser um humilde álbum acústico e introspectivo, mas transformou-se paulatinamente em algo completamente diferente, uma vez que Di Meola se esforçou por «resistir ao fascínio da exploração musical sem limites».

Dessa forma, o disco acabou por se tornar «uma obra-prima», de acordo com o press release sem medo de palavras, um trabalho que serve como «uma viagem através da evolução musical de Al, mostrando o seu virtuosismo e visão». Dito isto, “Twentyfour” pretende ser um lançamento considerável tanto para Al Di Meola como para o mundo da guitarra em geral, e todos os sinais apontam para que o virtuoso do jazz cumpra a hipérbole colorida se tomarmos como exemplo o lançamento do single “Fandango”.

“Fandango” é um deslumbrante passeio pelas proezas técnicas de Al Di Meola, bem como uma exibição do seu notável sentido melódico e sensibilidade composicional. A faixa malha acústica, que discorre durante uns sete minutos, está carregada de uma urgência optimista, por assim dizer, com uma pujante camada de guitarras galopantes de onde emergem reflexões de cordas de nylon.

Linhas alternadas de flamenco e progressões dedilhadas misturam-se com algumas das linhas de fusão mais tradicionais na linguagem de Al Di Meola. Aliás, aquando do lançamento do single, em Março passado, escreveu Al Di Meola nas redes sociais: «Esta fusão de flamenco e jazz é apenas o início do belo prado selvagem que cultivei nos últimos quatro anos».

De facto, como “Fandango” mostra claramente, “Twentyfour” parece ser uma exibição por excelência da propensão de Al Di Meola para combinar técnica alucinante com sólido sentido de composição. Na verdade, é apenas mais um dia no escritório para o guitarrista.

Beatles & Les Paul

Em 2019, na antecâmara da gravação de “Across The Universe”, Al Di Meola partilhou o reencontro com a sua primeira Gibson Les Paul, assumindo logo que esta iria fazer parte daquele que foi o seu segundo disco de tributo aos Beatles. “Across The Universe” é preenchido por reinterpretações de canções como “Here Comes The Sun”, “Norwegian Wood”, “Strawberry Fields Forever”, “Yesterday”, “Hey Jude” e outras de fundo de catálogo dos Fab Four, como “Dear Prudence” ou “Your Mother Should Know”.

De volta à Les Paul: «Redescobri a minha primeira Les Paul, que estava basicamente enterrada atrás de uma parede de outras guitarras em que não tocava há mais de 30 anos. Comprei-a quando tinha 17 anos, encomendei-a na famosa loja Manny’s Music na rua 48. Sim, este era o machado ‘Race on Spanish Highway and Flight over Rio’. Foi usada nos três primeiros álbuns de Return To Forever, no ‘Land of the Midnight Sun’ e exclusivamente a 100% no ‘Elegant Gypsy’», recordou Al Di Meola.

«Esqueci-me completamente do som desta guitarra! Agora vou usá-la no meu novo álbum de estúdio, o segundo tributo aos Beatles. Depois lembrei-me que no tempo em que usava esta guitarra, eu era inflexível contra o uso de efeitos e era um dos puristas que preferia tocar directamente. Então apercebi-me que, algures, no fundo do meu armazém, podiam estar dois ou três Marshalls de 50w dos anos 70 que faziam aquele som, um som icónico da época. Felizmente, depois de vasculhar uma tonelada de coisas, fiquei maravilhado ao descobrir que um dos Marshalls em particular soava tão bem como nos seus tempos áureos. Acho que não há combinação mais poderosa. Que epifania!», acrescentou.

Resta saber se a guitarra surge também no novo álbum…

Um pensamento sobre “Al Di Meola 24

Leave a Reply