Os King Crimson têm tentado refrear algum entusiasmo e expectativas em relação a um novo LP de originais, mas não negam que já tiveram lugar várias sessões de estúdio. Um sucessor para “The Power To Believe” é algo bastante plausível.
Os King Crimson não lançam um álbum de estúdio desde “The Power To Believe”, de 2003. Desde então, as lendas inglesas do prog-rock fizeram digressões, sofreram mudanças de formação e partilharam uma série de LPs ao vivo. Há alguns anos, houve um documentário sobre a banda chamado In The Court Of The Crimson King; na mesma altura, o cofundador do grupo, Ian McDonald, faleceu. Os King Crimson foram considerados acabados em 2022, mas agora trabalham aparentemente na tão esperada continuação de “The Power To Believe”.
Numa recente entrevista com a Goldmine Magazine, o vocalista/guitarrista Jakko Jakszyk discutiu a sua adesão aos King Crimson em 2013. «Foi uma coisa incrível de se ter feito e, de certa forma, parte disso ainda está a acontecer. Neste momento, estamos a fazer um álbum de estúdio dos King Crimson. Quando é que vai sair e em que formato ou como – isso está para além da minha agenda. Mas sim, temos estado a fazê-lo aos poucos e, há uns meses, o management disse: “Podemos, mesmo? Então, sim. Tenho estado a gravar isso para ser lançado num formato qualquer, a dada altura. Mas quem sabe quando?»
Jakszyk confirmou ainda que o disco incluirá malhas inéditas que estrearam em álbuns ao vivo e terá a formação mais recente dos King Crimson. Para além dele, essa formação inclui Robert Fripp, Mel Collins, Tony Levin, Pat Mastelotto, Gavin Harrison e Jeremy Stacey. O baixista Levin juntou-se aos King Crimson com o guitarrista Adrian Belew em 1981, aparecendo pela primeira vez no seu álbum clássico “Discipline”. Com Steve Vai e Danny Carey, estes dois têm tocado a música dos anos 80 da banda na Beat Tour, que a ROMA INVERSA viu em Nova Iorque.
Nos seus canais oficiais, a banda deu a palavra ao manager David Singleton. Se este procurou refrear expectativas, apenas conseguiu fazer escalar o entusiasmo. Singleton afirma que ainda que a banda esteja longe de decidir editar, uma vez que os temas não seriam inéditos, tendo já sido gravados ao vivo, os mesmos foram alvo de sessões de estúdio gravando os três bateristas da formação actual.
Da nossa parte, deixamos duas malhas que gostaríamos de ver num álbum eventual novo álbum de estúdios dos King Crimson. Só tentar imaginar isso torna este o álbum do ano, seja que ano for o da edição…
