King Crimson

King Crimson, Red 50th Anniversary Edition

“Red” cumpre 50 anos no dia 6 de Outubro de 2024. Para celebrar o aniversário deste álbum clássico dos King Crimson, a DGM e a Panegyric vão lançar uma edição de 50.º aniversário, disponível em caixa de 4 discos (2xBlu-ray e 2xCD) e em vinil de 2xLP de 200 gramas.

Esta reedição de “Red” apresenta misturas Dolby Atmos, 5.1 DTS-HD Master Audio Surround e Stereo completamente novas, concretizadas por Steven Wilson, levando a música a novos níveis de clareza e poder. “Red” foi uma das primeiras misturas realizadas por Steven Wilson em 2009 e os King Crimson foram a primeira de uma série de bandas e artistas clássicos a serem misturados pelo guru prog, líder de Porcupine Tree.

Por isso foi inteiramente apropriado o seu regresso, cerca de 15 anos depois, para trazer o álbum para a era Dolby Atmos. «O que ouço em ‘Red’ é a melhor representação do alinhamento da era 72-74 em estúdio. De facto, este é um disco de power trio e o som deles é enorme», revelou Steven Wilson.

Também incluídas estão as Elemental Mixes (quase um álbum completo de misturas) do produtor de longa data dos King Crimson (e gerente da banda) David Singleton – usando as gravações originais multi-pista para apresentar uma imagem de áudio diferente do álbum, com maior separação de instrumentos e utilizando muitos elementos gravados para, mas não incluídos nas misturas originais.

O biógrafo dos King Crimson, Sid Smith, refere nas suas novas notas para o álbum: «As misturas elementares de David Singleton afastam o véu das sessões originais e actuam como uma espécie de relato alternativo, um ‘Red’ que poderia ter sido, revelando os diferentes passes e takes que a banda realizou, bem como os de Collins, Charig e McDonald à medida que se envolveram com o material». São múltiplas faixas novas para o disco e takes de estúdio – representando todo o material que sobreviveu das sessões de gravação – foram também misturadas e/ou masterizadas para inclusão, tornando esta a visão mais abrangente do álbum a ser lançada. Pre-order na Burning Shed.

Contexto

“Red” foi gravado imediatamente após a última digressão dos King Crimson nos EUA em 1974 e a edição de aniversário reflecte esse facto ao incluir as três misturas Hi-Res Stereo do álbum ao vivo nas suas versões completas de concerto nessa digressão. Inclui também um quinteto de bootlegs áudio restaurados que são editados em disco pela primeira vez, juntamente com um bootleg do último concerto da banda nos em Nova Iorque, em 1974, que Robert Fripp afirmou ter sido «o primeiro concerto dos Crimson desde 1969 em que o fundo da minha espinha estremeceu».

Nas décadas que se seguiram ao seu lançamento, “Red” passou de um álbum que foi, aquando do seu lançamento, algo desconsiderado pela label e mal promovido – uma vez que a banda já se tinha separado – para um dos álbuns mais elogiados da sua era e o mais bem-sucedido comercialmente da banda a seguir a “In The Court of the Crimson King”.

Quando os King Crimson entraram em estúdio em Julho de 74, a banda já tinha passado a maior parte de dois anos na estrada, gravado dois álbuns pelo caminho (“Larks’ Tongues In Aspic” e “Starless & Bible Black”) e tinha perdido dois dos seus membros pelo caminho; o percussionista Jamie Muir tinha saído no início de 1973, e o violinista/melotronista David Cross no final da digressão pelos EUA, apenas uma semana antes da gravação de “Red”.

Entretanto, os King Crimson tinham construído uma reputação como uma das bandas mais unidas e poderosas no circuito rock. Gravando como um trio nos estúdios Olympic em Londres, começando com uma peça de improvisação (“Providence”) extraída dessa última digressão pelos EUA e com contribuições de antigos membros e amigos nos saxofones, violino e oboé, o grupo produziu o último álbum de estúdio dos King Crimson dos anos 70 e uma das obras-primas da década.

Inquantificável

“Red” surgiu como uma destilação de tudo aquilo em que os King Crimson tinham estado a trabalhar ao vivo e em estúdio entre 72 e 74. No meio século que passou desde o seu lançamento original, o álbum construiu uma reputação invejável e duradoura tanto entre os fãs como entre os músicos profissionais – com bandas de cada década seguinte a citá-lo como uma influência importante.

Como o shredder Steve Vai – um homem prestes a começar a tocar algumas das malhas de Fripp nos Beat – uma banda com Adrian Belew, Danny Carey e Tony Levin dedicada a tocar material dos Crimson – escreveu no seu diário online sobre os King Crimson de meados dos anos 70 (no meio de um artigo muito mais longo a elogiar a banda): «É impossível quantificar o efeito que esta banda teve nos músicos contemporâneos».

Um pensamento sobre “King Crimson, Red 50th Anniversary Edition”

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