Na antecâmara do seu 8.º LP, os Sacred Sin estrearam “Ironbound”. Malha de perfil ‘antémico’, reúne uma legião de vocalistas convidados que evocam o espírito de resiliência e fraternidade do underground.
Os SACRED SIN estrearam “Ironbound”, novo single acompanhado de lyric video que reúne José Costa a oito convidados ligados a diferentes territórios da música pesada. Fernando Ribeiro (Moonspell), Oscar Rilo (Dark Embrace), Rute Fevereiro (Black Widows), Cristina Lopes (Ethereal), Henrique Martins (All Against), Nero Victor (Why Angels Fall), Miguel Ingles (Equaleft) e Artur Almeida (Attick Demons) juntam-se aos históricos deathsters lusos numa colaboração que atravessa diferentes percursos e identidades, tendo como ponto de encontro uma mensagem de resistência, amizade e fraternidade.
Mais do que uma sucessão de participações especiais, “Ironbound” coloca a voz no centro de uma ideia de comunidade. A reunião de nove vocalistas dá corpo a um tema que procura ultrapassar as fronteiras entre projectos, estilos e trajectórias individuais, evocando os laços que se constroem ao longo de anos de actividade numa cena musical onde a persistência e a cumplicidade têm um peso particular. A diversidade dos nomes envolvidos torna a iniciativa especialmente significativa no contexto do metal português, sem deixar de estabelecer uma ligação a uma dimensão internacional através da participação de Oscar Rilo.
José Costa explica o sentido da canção nas palavras da própria banda: «Ironbound fala de resistência e da capacidade de permanecer unidos quando tudo parece conspirar para nos separar. Uma celebração da amizade, da fraternidade e da força que encontramos uns nos outros — valores que ultrapassam as fronteiras da música e ganham especial significado numa comunidade construída em torno do metal».
A dimensão colectiva do single não retira protagonismo aos Sacred Sin, cuja identidade permanece no centro do projecto. “Ironbound” integra as gravações do próximo álbum da banda, embora tenha sido concebido para funcionar também de forma autónoma, como uma peça com significado próprio. A opção permite apresentar uma colaboração específica sem a reduzir a um simples avanço promocional do disco que se encontra em preparação.
O novo álbum está cada vez mais próximo. O trabalho de captação e mistura (do single e do disco) foi repartido entre o ambiente de homestudio e o Buzz Room Studio, com Paulo Basílio aos comandos da consola. Esta combinação de contextos de trabalho antecedeu a fase em que se encontram a concluir as misturas do próximo longa-duração, sobre o qual deverão ser divulgados mais pormenores oportunamente.
Com “Ironbound”, os Sacred Sin reúnem um conjunto alargado de vozes em torno de uma ideia simples, mas central à experiência de uma cena musical construída através de relações duradouras: a música pode ser também um espaço de encontro, mesmo entre artistas com percursos e linguagens diferentes. Dispara no player seguinte.
Sobre Sacred Sin
Pioneiros do death metal em Portugal, os icónicos Sacred Sin carregam um legado de brutalidade e inovação que remonta a 1991. Influenciados pela agressividade do death metal norte-americano e pela obscuridade do metal europeu, rapidamente se destacaram com um som denso e poderoso, recheado de riffs cortantes e uma abordagem lírica que explora temas de morte, escuridão e crítica social. O álbum de estreia “Darkside”, de 1993, abriu-lhes as portas do underground europeu, afirmando-os como uma das bandas mais influentes do género em território nacional.
Todos o sabem, mas é sempre fixe repeti-lo (para nós que o vivemos): os Sacred Sin foram a primeira banda portuguesa a aparecer no MTV Headbangers Ball, com o videoclip de “Darkside” em 1993 e foram a primeira banda portuguesa a fazer uma digressão pela Europa com os Cradle Of Filth e os Vader. Assinaram com a BMG – Dinamite para o segundo álbum “Eye M God”, lançado em 1995.
Ao longo das décadas, lançaram uma discografia sólida que tem revelado consistentemente resiliência, maturidade composicional e a ferocidade característica intacta. O álbum “Storms Over the Dying World” (2022) foi alvo de aclamação crítica e antecede o oitavo LP que a banda está a ultimar. Actualmente, são José Costa (baixo e voz) Tó Pica (guitarra) Luís Coelho (guitarra) e Ricardo Oliveira (bateria).


