Gravado ao vivo no Antfarm Studio, na Dinamarca, o novo registo de Priscila Da Costa e Ptolemea revisita seis temas do álbum “Kali”, de 2025. A edição chega a 6 de Novembro, pela Raging Planet.
Depois de Kali (2025), PTOLEMEA regressa com The Antfarm Session, um registo acústico que propõe uma nova leitura de seis temas do álbum anterior. Liderado pela artista luso-luxemburguesa Priscila Da Costa, o projecto despe as composições de parte da densidade dos arranjos originais para se concentrar na voz, na guitarra acústica e na dimensão mais exposta das canções. O disco tem edição marcada para 6 de Novembro, através da Raging Planet.
Gravada integralmente ao vivo no Antfarm Studio, na Dinamarca, a sessão conta com Tue Madsen, produtor dinamarquês conhecido pelo seu trabalho com diversas formações da música alternativa, responsável pela gravação, mistura e masterização. A colaboração coloca as composições de Kali num contexto distinto daquele em que foram originalmente apresentadas, privilegiando a interpretação e o contacto directo com o material musical.
Se o álbum de 2025 explorava uma linguagem densa, atmosférica e cinematográfica, The Antfarm Session procura outras possibilidades nas mesmas canções. A redução dos elementos instrumentais não significa apenas uma mudança de formato: altera a relação entre a voz e as composições, deixando mais espaço para as nuances interpretativas de Priscila Da Costa. Sem a estrutura dos arranjos originais, melodias e texturas podem adquirir outro relevo, enquanto a vulnerabilidade que atravessa o universo de Ptolemea passa a ocupar um lugar central.
O alinhamento reúne seis temas de Kali: “Gaivota”, “Aqui, Ali, Acolá”, “Guilhotina”, “Breathe”, “Kura” e “Kali”. A selecção percorre diferentes momentos do álbum e permite reencontrar canções já conhecidas sob uma perspectiva mais despojada. Entre elas, “Aqui, Ali, Acolá” assume particular destaque, tendo sido escolhido como primeiro avanço audiovisual desta sessão ao vivo. A escolha não deixa de ser significativa no contexto do percurso de Priscila Da Costa.
Em Kali, a cantora aprofundou uma escrita marcada pela introspecção, pela transformação pessoal e pela relação com as suas raízes portuguesas. “Aqui, Ali, Acolá” aborda precisamente a experiência do deslocamento e o reencontro com essas origens, numa composição que cruza memória e pertença. A nova interpretação oferece outra oportunidade para escutar o tema, agora num formato que aproxima a canção da sua componente vocal e emocional.
Ptolemea têm vindo a desenvolver um percurso próprio desde Tome I (2018), passando por Maze (2020) e Balanced Darkness (2023), até à edição de Kali. Este último marcou uma etapa importante na afirmação da visão artística de Priscila, aprofundando a dimensão pessoal do projecto e o diálogo entre peso, atmosfera e melodia. The Antfarm Session prolonga esse caminho sem procurar substituir o álbum que lhe deu origem: trata-se, antes, de regressar às mesmas composições e descobrir o que permanece quando parte da sua arquitectura sonora é retirada.






O lançamento funciona também como um primeiro sinal do próximo capítulo de Ptolemea. A colaboração entre Priscila Da Costa e Tue Madsen terá continuidade na gravação de um novo álbum de estúdio, prevista para o Verão de 2027. A sessão acústica estabelece, assim, uma ligação entre Kali e o trabalho que se seguirá, embora o rumo musical desse futuro registo permaneça por revelar. The Antfarm Session chega depois, a 6 de Novembro, em CD e formatos digitais, com edição da Raging Planet.
