Steve Lukather esclarece categoricamente o seu envolvimento com Alex Van Halen, garantindo que jamais aproveitaria a ocasião para usurpar o legado do seu amigo Edward Van Halen.
O De Telegraaf, o maior jornal matutino holandês, noticiou no início nos Idos de Março que Alex Van Halen estava a trabalhar numa coleção de gravações inéditas e inacabadas dos Van Halen, com Lukather a ajudá-lo a completá-la.
O baterista do Van Halen disse sobre o novo projecto num artigo pago: «O Ed e o Steve Lukather eram muito bons amigos e trabalhavam juntos frequentemente. Não há ninguém que possa fazer este processo comigo tão bem quanto ele». Steve Lukather, aparentemente surpreendido com o comentário de Alex, é citado no mesmo artigo como tendo respondido: «Foi o Alex que disse isso? Oh, nesse caso a notícia é verdadeira. Ed, Alex e eu fomos muito próximos durante anos».
Todavia, a possibilidade de um álbum de Van Halen sem a suar maior estrela, o próprio Eddie, levantou uma onda de críticas feroz e, no logo no dia seguinte, Steve Lukather recorrer ao seu Instagram para esclarecer o seu possível envolvimento num novo álbum de Van Halen, afirmando: «Para ficar registado: Desde que Alex Van Halen disse que íamos trabalhar juntos, acho que há um grande mal-entendido. Eu NUNCA irei tocar uma nota de guitarra numa música dos VH!»
«O Al pediu-me para o ajudar a passar por uma tonelada de gravações inacabadas do Al e do Ed a escrever e a gravar que nunca viram a luz do dia. A partir de agora é tudo o que tenho. O facto de ALGUÉM pensar, nem que seja por um segundo, que eu tocaria qualquer coisa neste álbum é ridículo. Tenho demasiado amor e respeito por isso e… Eu não toco nem de perto como o Ed… [foi] mais como um coprodutor ou algo assim. Mas sinto-me honrado por o Al me ter pedido. Vamos ver…», elaborou Steve Lukather.
Alex Van já referiu anteriormente que havia material suficiente dos Van Halen nos arquivos para mais «três ou quatro discos». Falando num episódio do podcast de Chris Jericho “Talk Is Jericho”, o irmão de Eddie disse: «Eu falei sobre isso vagamente, e sou bastante supersticioso, mas posso dizer algumas coisas que já mencionei antes. Nós vamos passar pelo ‘cofre’ e analisar algumas das ideias musicais que estavam lá».
E acrescentou: «Havia algumas coisas boas lá dentro. E temos de nos lembrar que, quando estamos no meio de tudo, por vezes as coisas realmente boas passam-nos ao lado. E só depois de as revermos é que dizemos: ‘Uau, esqueci-me disto. Isto é do caraças. Mas isso leva tempo. E tu queres fazê-lo bem. Eu quero fazê-lo bem».
Como dissemos anteriormente, todos sabem que a morte de Ed deixou um vazio difícil (para não dizer impossível) de preencher, mas os esforços contínuos de Alex indicam uma dedicação em preservar e continuar o legado musical dos Van Halen. Os fãs podem esperar, com cauteloso otimismo, por novo material que honrem a história e a influência da banda no mundo do rock, talvez como o esboço que Alex partilhou a promover o seu livro, mas não muito mais que isso.
No máximo, um trabalho de reedições como fizeram os Led Zeppelin, carregados de outtakes ou esboços bem contextualizados, com a curadoria de Steve Lukather, seria bastante bem-vindo.
