Eis o Viseu Death Fest 2024. Em sólido e sustentado crescimento, o cartaz deste ano alarga-se a França e Itália. Horrification, Cochambre, Elitium, Sacred Sin, Derrame, Oldskull, Bocc, Valgrind, Ataraxy e Unfleshed vão pisar o palco da Fora de Rebanho – Associação Cultural.
Regressa para a sua terceira edição o Viseu Death Fest, que promete ser um dos pontos altos do final deste ano no que à música extrema diz respeito. O evento, que continua em expansão, decorre nos próximos dias 8 e 9 de Novembro, na sede da Fora de Rebanho – Associação Cultural, e apresenta um alinhamento composto por nomes sólidos e também pérolas bastante promissoras do death metal underground latino.
As bandas em cartaz são os Horrification, Cochambre, Elitium e Sacred Sin, no primeiro dia, e os Derrame, Oldskull, Bocc, Valgrind, Ataraxy e Unfleshed, no segundo dia do Viseu Death Fest. O press release revela um pouco do percurso de cada uma das bandas, o que replicamos de seguida, seguindo o cartaz de cada um dos dias do Viseu Death Fest…
Formados em 2022, com intuito de trazer a podridão ao death metal, os bracarenses Horrification estão a dar os seus primeiros passos editorialmente. Foi em Junho deste ano que editaram “Putrescent Flesh”. Trabalho para encher as medidas a fãs de Autopsy, Incantation ou Possessed. Com mais uma década nas pernas, os Cochambre formaram-se na cidade de Vigo em 2012, criando um som de death metal infundido com influências punk, enquanto mantém um poderoso groove old-school reminiscente de uns tais de Entombed. A sua discografia inclui três LPs: “Doom über Alles” (2020), “The Face of All Your Fears” (2021) e “Pieces of Us” (2023). O mais recente será nuclear no alinhamento no Viseu Death Fest.
Assim que o ano de 2011 abriu as portas, surgiram os Elitium na bimilenar cidade de Braga. Num contexto de adolescentes sedentos por música extrema, a banda lançou o seu primeiro EP “Transcendence” em 2012. Com a ambição de fazer mais rápido e mais pesado, em 2014 a banda lançou um segundo EP “Ataxia”, caracterizado por um escurecer da sonoridade e da lírica que fizerem deste disco o trampolim para o que Elitium se tornou. Podemos dizer que o caminho começa agora, nove anos depois, com um disco sôfrego e sem papas na língua. “Wrong” é o primeiro álbum de Elitium e viu a luz do dia em 2023 – a ROMA INVERSA tece-lhe várias loas.
Os Sacred Sin dispensam apresentações. Formado em 1991, o grupo lançou o seu primeiro EP “The Shades Behind” (1992) e um ano depois deu-se o lançamento do seu primeiro álbum. “Darkside” rapidamente ganhou estatuto e tornou os Sacred Sin uma das bandas de metal mais reconhecidas de Portugal, sendo apresentada em todos os meios de comunicação internacionais.
Todos o sabem, mas é sempre fixe repeti-lo (para nós que o vivemos): os Sacred Sin foram a primeira banda portuguesa a aparecer no MTV Headbangers Ball, com o videoclip de “Darkside” em 1993 e foram a primeira banda portuguesa a fazer uma digressão pela Europa com os Cradle Of Filth e os Vader. Assinaram com a BMG – Dinamite para o segundo álbum “Eye M God”, lançado em 1995.
Fast forward. A banda interrompeu a sua actividade em 2009, tendo regressado em 2013 com o lançamento da edição comemorativa do 20.º aniversário do seu primeiro álbum. O mais recente álbum “Storms Over The Dying World” foi lançado em Julho de 2023. Um novo single, “Midnight (Tribute To Long Lost Paradise)” chegou às plataformas digitais em Fevereiro de 2024 e será certamente tocado pelos headliners do primeiro dia do Viseu Death Fest.
O mais recente trabalho é “Unveiling The Pain” (2023). Trovoada de Old School Death Metal, os Derrame foram formados em 2008 pelo actual e único membro sobrevivente do lineup original, o guitarrista Luis Miguel Sousa. É o próprio que nos apresenta os Derrame: «Surgimos e alcançámos reconhecimento com o EP “Crawl to Die”, desde então, uma nova formação com membros que se inspiram nos melhores nomes do black/death metal, onde acrescentamos cor, composições intrincadas, e criamos uma viagem pelos meandros do Death Metal. Temas sobre brutalidade, percepções humanas soltas e duras, são confinamentos estritos no álbum Unveiling Pain. Não esperes nada além de um latejo robusto, cativante e crescente, na hora de pisarmos palco do Viseu Death Fest».
Os franceses Oldskull nasceram em 2004 pelas mãos de Seb (voz), Hervé (bateria) e Manu (guitarra) com o objetivo, sempre nobre, de dar continuidade à herança do death metal. Yan (baixo) juntou-se à banda alguns anos mais tarde, que gravou uma demo em 2009 chamada “Death and Metal”. Depois de vários concertos a abrir para bandas como Nunslaughter, Mercyless, Skeletal Remains, Ritualization e outras bandas locais, Nico juntou-se à formação como segundo guitarrista. Depois disto, os Oldskull continuaram a criar músicas para gravar o EP “The Fefeat of Humanity” (2023). A banda vem ao Viseu Death Fest com um novo baterista. Hervé deixou a banda em 2023 e foi substituído por Romain.
Nascidos nos arredores de Barcelona em 2019, os Bocc tocam Death/Doom com influências crust punk como Coffins, Cyanide, Undergang ou Disma. É um bom cartão de visita em qualquer contexto. Com 2 demos, 2 EPs e 1 LP em 4 anos, estão a preparar-se para lançar 2 splits com God’s Funeral e Mouflon, já depois do novo EP “La Forja Dels Crannis”. Os seus trabalhos foram lançados por editoras de renome do underground espanhol como a Catabasis Records ou a Hecatombe Records e pela prestigiada editora americana Noxious Ruin. Os catalães contribuíram para a homenagem da Noxious Ruin ao death metal finlandês dos Nekrotineen Haava com bandas como Undergang, Leprophiliac, Sedimentum e Static Abyss.
Os Valgrind formaram-se em 1993, das cinzas de Necrospell, e imediatamente se dedicaram ao death metal fortemente inspirado pela cena da Flórida. A banda dissolveu-se em 2003 e voltou à actividade em 2008 por vontade do fundador Massimiliano Elia (guitarra) e Daniele Lupidi (voz). O álbum de estreia “Morning Will Come No More” data de 2012, seguido em 2013 por “Speech Of The Flame”, cujas letras começam a se tornar mais pessoais e inerentes aos lados mais sombrios e menos conhecidos das antigas civilizações mediterrâneas.
Em 2017 a banda italiana lançou o EP “Seal Of Phobos” que funciona como um precursor para o álbum “Blackest Horizon”, um registo caracterizado por uma sonoridade mais técnica e limpa. Em 2020 foi editado “Condemnation”. Representa a síntese perfeita dos trabalhos anteriores, contendo, no entanto, algumas das partes mais complexas e evoluídas alguma vez compostas pela banda. Do ponto de vista lírico, é uma espécie de disco conceptual sobre animais e criaturas lendárias de culturas antigas, desde a Grécia antiga até ao Extremo Oriente.
À atenção do Viseu Death Fest, no 24 de Abril de 2023, o mais recente álbum completo “MILLENNIUM OF NIGHT BLISS” foi lançado via Memento Mori Records, um novo testemunho feroz passível de pertencer à era dourada do death metal.
A encerrar Viseu Death Fest estão os castelhanos Ataraxys e os nacionais Unfleshed. Os primeiros formaram-se em Zaragoza, em 2008. Depois da demo “Rotten Shit” (2009), lançaram o seu mini-álbum de estreia “Curse of the Requiem Mass” (2010) através da Memento Mori e Me Saco Un Ojo/Detest Records. Em 2012, foi a vez do primeiro LP, “Revelations of the Ethereal” e seis anos mais tarde chegou o sucessor “Where All Hope Fades”, traçando um novo caminho com a Dark Descent Records (CD) e Me Saco Un Ojo (vinil). Em 2022, estas mesmas editoras lançaram o seu último álbum até ao momento, “The Last Mirror”.
Quanto aos lusos, em 2021, após duas décadas de existência, chegou finalmente o seu primeiro álbum, incluindo também como bónus o aclamado “Exhuming The Bastards” (EP de 2000), remasterizado para este lançamento. Doze malhas ao longo de uma hora fugaz injectada com o impiedoso e inexorável Death Metal da velha escola, capaz de satisfazer os mais ávidos devotos de Suffocation, Deicide, Cannibal Corpse ou Sinister, numa carnificina áudio de tremenda intensidade.
A Fora de Rebanho – Associação Cultural fica localizada na loja A/B do C.C. Académico, na Avenida Emídio Navarro, em Viseu. Os passes de dois dias, limitados a 80 pessoas, custam €22 (até 31 de Outubro), com os bilhetes diários (40 por dia) a fixarem-se nos €13, na 6.ª feira, e €20, no Sábado. No total, a lotação é limitada a 120 pessoas. Os ingressos estão disponíveis, mediante pagamento via MBway, bastando através enviar uma mensagem para a página oficial do Viseu Death Fest no Facebook ou para este e-mail.
