Os Leprous lideram a primeira vaga de confirmações do Comendatio Music Fest que, em 2024, regressa a Tomar logo nos dias 15 e 16 de Junho.
O Comendatio Music Fest, evento que tem vindo a transformar-se, paulatinamente, num ponto de paragem obrigatória em solo nacional para quem aprecia e segue as tendências mais modernas e progressivas da música pesada, regressa uma vez mais ao Paço da Comenda, em Tomar, nos 15 e 16 de Junho de 2024. É uma ligeira mudança em relação ao período antes celebrado, em torno do primeiro fim-de-semana de Agosto.
A organização do festival lançou já a venda de passes gerais, com um preço especial (mais reduzido) até final de 2023, e os primeiros nomes que subirão a palco na cidade templária. Destacam-se os regressos dos noruegueses Leprous ao Comendatio Music Fest e o regresso dos neerlandeses Textures aos palcos, após um hiato de vários anos. Estão também confirmados os alemães Long Distance Calling, os britânicos Heart of a Coward e os espanhóis Corrosive e Fallen At Dawn. No plano nacional do Comendatio Music Fest, estão confirmados os Sullen, cujo último par de anos foi de actividade intensa e reformulação.
Nodus Tollens
Foi em 2021 que chegou “Nodus Tollens – Act 1: Oblivion”, o mais recente álbum dos Sullen, sucessor de “Post Human”, datado de 2015. David Pais na voz, André Ribeiro e Pedro Mendes nas guitarras, Ricardo Pinto no baixo e Marcelo Aires, na bateria, gravaram condicionados pelos confinamentos que eram o novo normal no período pandémico e assim o disco teve os vários instrumentos «gravados nos home studios de cada um dos membros, sendo excepção apenas a bateria, que foi gravada no Stone Sound Studio, com o produtor Ricardo Oliveira», recordava à LOUD! o baterista Marcelo Aires. Depois, o áudio foi misturado e masterizado pelo baixista Ricardo Pinto, com a produção a cargo da própria banda.
No início de Novembro de 2022 foi anunciada a edição da segunda parte e terceiro longa-duração do grupo, intitulado “Nodus Tollens – Act 2: Ascension”, com edição no dia 2 de Dezembro de 2022. Esta sequência, estava claramente anunciada, desde logo no título do disco. «A maior parte do segundo acto do «Nodus Tollens» já estava praticamente estruturada aquando do lançamento do disco anterior e é efectivamente uma continuação directa do primeiro, fechando um ciclo numa viagem de autodescoberta, purga, renovação e autossuperação», explica o baterista Marcelo Aires a Emanuel Ferreira.
«A separação em duas partes surgiu na intenção de ter estas duas fases intercaladas para que a sua afirmação fosse mais palpável, a primeira um exercício de introspecção e a segunda de abstracção, culminando na transcendência do ser». Pelo meio a banda editou um EP digital gravado ao vivo em estúdio. Originalmente reservadas para subscritores de conteúdos exclusivos da banda, estas versões live take de “Fail-safe”, “Human” e “Skylines” foram libertadas em formato digital já no dia 7 de Outubro, no EP “Redboxstudios Sessions”.
Os quatro temas que serviram também para encerrar um capítulo na vida da banda, já depois da apresentação a uma nova formação, diferente daquela que gravou o álbum que vai agora ser editado. Os Sullen são agora: Luís Maat na voz e sintetizações; Pedro Favas, André Ribeiro e João Corceiro, nas guitarras; e a secção rítmica permanece com Ricardo Pinto no baixo e Marcelo Aires na bateria.
Logo no anúncio do novo trabalho de estúdio, estreou o single “Locust” e pouco depois foi a vez de “Stoichiometric”, que, segundo os autores, «é a representação de um caminho para a iluminação transcendental, uma resignação estóica aos vínculos dogmáticos e materiais numa demanda por respostas significativas».
Passes
De volta ao Comendatio Music Fest, a edição de 2024 irá contar com sete bandas em cada um dos dias. Falta portanto revelar metade do cartaz final. A primeira remessa de passes gerais já está à venda no local habitual (comendatio.com) com preço de saldo – 70€ – até ao final do ano, numa espécie de Black December. A partir de 1 de Janeiro passa a 75€.

A foto dos Leprous (um dos headliners do Comendatio Music Fest), que abre o artigo, é de Bjorn Tore Moen.
