Catalyst CX

Line 6 Catalyst CX

Dois anos depois dos aclamados modelos originais, a Line 6 actualizou a gama Catalyst. Os modelos Catalyst CX dobram os voicings de amplificação digital de seis para dozes e incluem 24 efeitos extraídos ao motor HX nos combos de 200, 100 e 60 watts. Continuam económicos.

Em Março de 2022, a Line 6 estreou a sua nova gama de combos de modelação digital: os Catalyst. Os amplificadores baseiam-se na reverenciada tecnologia de modelação digital HX da marca. Os elogios sucederam-se de forma instantânea.

Estes combos oferecem um conjunto de controlos para gerir uma colecção de modelos de amplificadores, seleccionados com um switch rotativo no painel frontal. Estavam equipados com função de dois ‘canais’ nas predefinições que se podem alternar por botão no painel de controlo ou com footswitch. Havia um modo manual para uma operação “despida” mais consistente.

Os amplificadores modelados surgiam ordenados numa lógica de gain, com Clean, Boutique, Chime, Crunch, Dynamic e Hi Gain (sem o modo Insane, diga-se). Outros controlos na face frontal destes amps permitem definir o boost do sinal antes do circuito, o gain do pré-amplificador e um EQ de três bandas. Também um controlo de presence, de volume de canal, e uma série de botões para os efeitos, além do reverb e master volume. Aqui na ROMA INVERSA, os primeiros Catalyst foram destaque aquando do seu lançamento.

Chegados a Março de 2024, a Line 6 revelou os Catalyst CX, uma gama de três amplificadores de guitarra digital que pega no conceito do seu antecessor, duplica o número de amplificações de seis para 12 e utiliza o poder da inovadora tecnologia Helix da marca para oferecer 24 efeitos de guitarra integrados – além de o equipar com uma série de características que o tornam um concorrente natural da gama BOSS Katana.

De um certo prisma, o Catalyst CX parecerá familiar, e nem sequer nos referimos ao design, que mantém a estética austera dos seus antecessores, equipando-se em vinil preto, com uma grelha de tecido subtilmente contrastante. Não, o Line 6 Catalyst CX parecerá familiar porque, apesar da sua abundância de acessórios do século XXI, tem a aparência e soa como um amplificador de guitarra tradicional. A ideia é que se pode pegar num amplificador a válvulas, apresentar-lhe um dos três amplificadores – todos eles têm um conjunto idêntico de controlos – e ele será capaz de definir um som.

Era esse o encanto dos amplificadores Catalyst originais. Não era preciso estar a par da transformação digital do som da guitarra eléctrica para encontrar sons neles. Só que desta vez temos mais opções, sendo que a grande novidade é a duplicação dos voicings de amplificadores principais, 12 voicings de amplificadores concebidos a partir da tecnologia de modelação Helix da Line 6, cada uma das quais com o seu próprio boost específico.

Existem seis grandes categorias de vozes de amplificadores nos Catalyst CX: Clean, Boutique, Chime, Crunch, Dynamic e Hi Gain. Cada uma tem um par de amplificadores em cada categoria, e cobrem todos os principais grupos de sons de guitarra, desde os limpos de alto nível que funcionam muito bem com pedais, passando pela sujidade dos amplificadores valvulados, até ao tipo de sons de guitarra de metal hiper-saturados e apertados que podem querer usar com essas guitarras de 7 (ou mais) cordas.

Tal como antes, também nos Catalyst CX estes são seleccionados através do botão rotativo. O botão Boost aplica um circuito de boost específico à voz, em alguns casos aumentando o estágio de ganho do amplificador ou a sua resposta EQ, enquanto outros aplicam um pedal de boost modelado pelo Helix.

Por exemplo, como demonstrado no vídeo de apresentação dos Catalyst CX (no fundo do artigo), o modo de amplificador Ventoux (uma das vozes dinâmicas) tem um boost que adiciona um pedal de distorção KWB modelado pela Helix à parte frontal do amplificador, dando-lhe um pouco de força para trabalhar, enquanto o modo Archetype Clean acrescenta um pedal de overdrive Minotaur – que parece – e soa – muito ao estilo K dessas unidades drive.

Assim que tiverem o som do amplificador principal definido, podem começar a aplicar efeitos ao vosso Catalyst CX, e existem seis delays, seis efeitos de modulação, seis efeitos de pitch e filtro e seis reverbs à escolha – cada um dos quais pode ser colocado antes ou depois do pré-amplificador. Depois de os eleger, há duas ranhuras para os colocar.

Pode parecer um pouco confuso referir estes amplificadores como sendo modelos de dois canais, mas faz sentido quando se olha para o painel de controlo. Os botões de selecção de canal no lado superior esquerdo do painel de controlo permitem escolher um canal e definir o seu som, ou utilizar o controlo Manual para uma operação ‘what-you-see-is-what-you-get’ mais simples. Existem botões para Gain, Bass, Middle, Treble, Presence, e Channel Volume. Existe um volume principal para controlar a saída geral do amplificador.

Outras características incluem um botão de tap tempo/tuner. Os amplificadores Catalyst CX têm um loop de efeitos e uma saída XLR para enviar o sinal para a mesa ou DAW, e existe uma entrada de amplificador de potência para adicionar dispositivos externos ao rig e utilizar o amplificador eficazmente como um altifalante de potência. Existe também uma entrada de pedal e uma entrada auxiliar de 1/8″, e a escala de potência está disponível através de um selector no painel traseiro do amplificador.

O Catalyst CX 200 (2×12 de 200 watts) e o CX 100 têm entradas MIDI, mas também uma entrada USB. É possível efectuar edições em todos os amplificadores através da aplicação para computador e telemóvel que os acompanha. Os preços de rua são todos muito acessíveis: o CX 200 custa uns 535 paus; o CX 100 fica a um euro dos 400; e o CX 60 marca os €299. Mais informações na Line 6.

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