Speedemon

SpeeDemon, Fall Of Man

“Fall Of Man”, o segundo álbum dos SpeeDemon, é um furioso exercício speed/thrash de velocidade maníaca e uma impenetrável barragem de riffs e shred. Como manda a lei!

Talvez tenha sido algo iniciado (pun intended, só os guardiões das chaves vão entender) pelos Helloween, mas houve uma altura em que era lei: um álbum de heavy metal que se prezasse arrancava com uma introdução dada a ares sinfónicos. Quanto mais épica, melhor.

“March Of The Triumphants” tem quase nada de orquestral, mas é épica para caracinhas. Trata-se de fazer as coisas como manda a lei. E, logo no arranque de “Fall Of Man”, os SpeeDemon garantem-nos que é exactamente isso que se passará ao longo do álbum, fazer como manda a lei!

“Metal Rage” lança-nos numa intensa viagem de NWOBHM, speed e thrash. Riffs vigorosos, twin guitars, shred vertiginoso, cavalgadas rítmicas e agressividade sem tréguas. Tudo como manda a lei. Logo ao segundo tema fica estabelecido que estamos diante de um álbum para figurar nas listas de melhores do ano, no final de 2025. E se as coisas estão velocíssimas logo aí, tornam-se absolutamente maníacas em “Speed On Fire”. Que estouro!

Fica claro neste “Speed On Fire”, em relação com o álbum “Hellcome” e o EP de estreia “First Blood” que os SpeeDemon se emanciparam das referências que lhes serviram de pilares de sustentação original (Destruction/Grave Digger/Sodom). E, embora logo nas seguintes “Cursed Of The Gods” e “Fall Of Man” (aconselhamos a maior prudência na escuta deste vendaval aos que têm qualquer problema cardíaco) se perceba a reverência mantida diante do speed/thrash germânico, agora os SpeeDemon congregam força e melodia de forma muito mais maturada e superlativa.

A execução instrumental da banda é estelar, mas é preciso destacar os solos de Jorge Rato Bicho. Bem construídos e colocados, limpíssimos e melodicamente pertinentes. É a cereja no topo do bolo.

“The Betrayed” é mais uma introdução, a um sugerido Lado B do álbum. E logo “Nailed To The Gun” se propõe a mais uma demonstração de energia heavy metal refinada em baixa octanagem. É estabelecido um andamento de urgência e ferocidade com poucos paralelos no heavy metal luso. Dizemo-lo também literalmente, afinal “Words Of Fire” (Testament much?) e “Midnight Ripper” culminam uma bomba-relógio de sensivelmente meia-hora.

Curto e grosso, eléctrico e com um enorme coice, como manda a lei! É meter em repeat, porra!

2 pensamentos sobre “SpeeDemon, Fall Of Man

Leave a Reply