BØW

BØW, Infectious Salty Assault II

Dois anos depois da estreia, a sequela. Em “Infectious Salty Assault II” (editado dia 9 de Junho de 2024, via Raging Planet e Ring Leader), os BØW oferecem-nos mais cinco malhas de punk hardcore sem remorsos e sem compromissos, cativantes e catárticas, inspiradas em temas de profunda autorreflexão e crítica social.

Formados em 2021, em Santa Cruz, os BØW podem ajustar-se a fãs de Ceremony, GEL ou Drug Church. Pelo menos, foi para essas referências que o EP gravado em Janeiro de 2022 nos remeteu. “Infectious Salty Assault” é a perfeita expressão crua de prosperar a fazer aquilo que se ama. Dois anos depois, estava mais que na hora de uma nova dose de hardcore agressivo e visceral, a transbordar de riffs orelhudos e letras apaixonadas e enfurecidas.

“Infectious Salty Assault II” foi editado dia 9 de Junho de 2024, via Raging Planet e Ring Leader. São mais cinco malhas de punk hardcore sem remorsos e sem compromissos, cativantes e catárticas, inspiradas em temas de profunda autorreflexão e crítica social, nesta sequela dos BØW.

Uma vez mais, em “Infectious Salty Assault II”, os BØW sovam-nos com hardcore e algum powerviolence. E continua a existir essa ligeireza filosófica com Santa Cruz a servir de Califórnia, tal como no antecessor. Também este EP é curtíssimo e também foi gravado pelo Sérgio Prata Almeida, tal como os discos de Don’t Disturb My Circles, banda que esteve na génese deste projecto. Mantém-se outros pontos de contacto, como a filosofia DIY, a agressividade e a sobrecarga de médios na impressionante parede de distorção. Mais as vociferações contra a moagem imposta pelo sistema.

Esperava-se muito do sucessor dessa fusão punk/hardcore ao jeito de Bad Brains e Trash Talk com um certo grunge que, dos Nirvana, desaguou em bandas como D.A.R.E., Candy, SPY e Drain.

O mínimo elogio que se pode fazer é que somos brindados com mais um feroz manifesto contra qualquer forma de totalitarismo, sem compromissos na sua agressividade e nas expressões de raiva e frustração, vociferadas contra aqueles que se dedicam a oprimir os direitos e dignidade social dos outros.

O maior elogio que podemos dispensar é que, a meio da natureza extrema e turbulenta destas composições, sente-se perfeitamente uma certa elegância na execução, com cada instrumentista a revelar destreza e articulação, o que para lá da agressividade resulta num tremendo pocket.

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