A vila de Caneças vai receber a segunda edição do Festival Bilha D’Aço em 2026, um encontro imperdível para todos os amantes de música extrema, intensidade e energia ao vivo. Alargado a dois dias, o festival liderado pelos Mão Morta vai acolher uma criteriosa selecção de lendas e promessas da música alternativa portuguesa.
Recuemos no tempo, até à primeira metade da década de 90, quando a descendência dos boomers portugueses criou uma forte cena underground em Odivelas, que alastrou até à Vila de Caneças. Era um período em que nomes como RAMP, Nameless, Sacred Sin, Slamo, entre outros, fizeram suar as paredes da Sociedade Musical e Desportiva de Caneças. Sobre essa cena específica falamos em um dos volumes das Pérolas do Underground Nacional.
Avançando até aos dias de hoje, em 2025, o Bilha d’Aço foi o mais recente festival a surgir no panorama nacional, com força total na sua primeira edição na Sociedade Musical e Desportiva de Caneças, no dia 5 de Abril e um cartaz que foi liderado pelos sacrossantos Bizarra Locomotiva, contando ainda com os Vaneno, Murro e In Chaos. Um sucesso de afluência de público, com condições de som e luz acima da média e com margem para melhorar a experiência do público, o Bilha d’Aço está de regresso em 2026.
Nesta segunda edição, durante dois dias – 27 e 28 de Março de 2026 -, o palco do Bilha D’Aço será tomado por alguns dos nomes mais marcantes e influentes do panorama musical nacional, celebrando a força e a diversidade da música pesada feita em Portugal. O primeiro dia abre com uma noite memorável, marcada pela presença inconfundível dos Mão Morta, uma das bandas mais icónicas e intensas deste país que os bracarenses têm percorrido a lembrar a importância (cretinamente menosprezada por alguns agentes políticos actuais) do 25 de Abril!
Em comunicado oficial dos bracarenses, em 2024, explicava-se o contexto do novo espectáculo/disco: «O ano em que a Revolução de 25 de Abril celebra 50 anos é também o ano do 40.º aniversário de Mão Morta. À primeira vista, estes dois acontecimentos nada têm em comum, não fosse terem sido a liberdade e a democracia trazidas pela Revolução a permitirem a existência da banda, com a sua reconhecida postura estética e a fraturante intervenção social e política».
«Numa época em que o perigo do regresso do fascismo se torna palpável, os Mão Morta não podiam deixar de se manifestar e de denunciar o ar dos tempos», explicam, apresentando o novo ciclo de carreira como um gesto de «comemoração e de alerta, com a composição de temas que irão buscar referências a José Mário Branco, Adriano Correia de Oliveira, Zeca Afonso ou Ary dos Santos, que viveram o fascismo salazarista e encontraram nessa opressão e censura a motivação para criar arte», conclui.
A acompanhá-los, a aura densa dos Sinistro, e a energia crua e directa dos Avesso, garantindo uma abertura que ficará marcada na memória de todos os presentes. Os primeiros começam a dispensar apresentações e, após um impactante ciclo com a voz de Patrícia Andrade, a banda reinventou-se para um novo e aclamado álbum com Priscila da Costa. “Vértice” recebeu os maiores louvores nas páginas da ROMA INVERSA. Quanto aos Avesso, o seu álbum de estreia “desassossego”, marcou também a primeira incursão editorial discográfica da ROMA INVERSA.
No dia 28 de Março, o festival Bilha d’Aço cresce em intensidade e com um alinhamento demolidor: os lendários RAMP, figuras centrais do metal português, dividem o palco com outras lendas da Margem Sul e do metal luso, os Thormenthor (abre review), a agressividade sem concessões dos Besta (abre review), o peso técnico dos Equaleft (abre review) e Capela Mortuária.
O Bilha d’Aço 2026 promete dois dias de celebração sonora, encontros inesperados, energia ao rubro e uma afirmação inequívoca do poder da música pesada nacional. Os bilhetes estão disponíveis em duas modalidades: diários, €25, e passe geral. €40. Estão disponíveis na Unkind (abre link). Mais informações e horários brevemente. Continuem a seguir-nos ou acompanhem a página do Bilha D’Aço no Facebook.


Um pensamento sobre “Bilha d’Aço 2026, Mão Morta Lideram Dois Dias de Festival”